Deu a lógica em Cuiabá



Finalmente um jogo (de verdade) no Sul-Americano masculino de Cuiabá. Na disputa pelo título, o Brasil comprovou sua hegemonia mais uma vez e derrotou a Argentina por 3 a 1, faturando o 28º título em 29 edições (em uma delas, a Seleção não disputou e os hermanos foram campeões).

O jogo deste domingo teve um pouco de tudo o que se esperava: nervosismo, belos lances de ambos os lados, provocação e até bate-boca entre Bernardinho e Weber.

Pelo lado brasileiro, o técnico manteve a escalação titular com Marlon e Wallace. O levantador tentou impor seu estilo mais veloz do que Bernardinho. Funcionou muito bem com Dante, com quem já tem o entrosamento da época de Brasil Vôlei, principalmente com as bolas de meio-fundo. Com os centrais ainda precisa de mais treino, vide a dificuldade que Sidão teve em uma rede, com quatro bolas recebidas e nenhum ponto. Já com Wallace não deu certo. O oposto quase não conseguiu virar as bolas e acabou sendo substituído por Théo ainda no segundo set. Perdeu uma grande chance para se firmar no concorridísimo grupo de 12 “titulares”.

Para a Copa do Mundo, muito ainda precisa melhorar no sistema de jogo. O passe brasileiro oscilou bastante, até mesmo com Escadinha e Murilo, que são acima da média no fundamento. O saque também teve momentos ruins, que irritou os próprios jogadores nas paradas técnicas, já que os erros foram sequenciais. O bloqueio ainda está devendo atuações mais consistentes.

Do lado argentino, duas comprovações: Conte e De Cecco são”pontos fora da curva”, como costumo ouvir. O ponta é um líder nato, diferenciado no ataque e, com um pouco mais de experiência, vai estar entre os principais atacantes do mundo. Já o levantador é ousado, arrisca muito e sabe variar as jogadas. O bicampeão olímpico Maurício ainda deve estar se lamentando por não ter conseguido contratá-lo para o Medley/Campinas.

Mas, no fim, deu a lógica.

O que vocês acharam do jogo e da atuação individual dos atletas?



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