Destaques da rodada de terça da Superliga



A terça-feira reservou aos fãs de vôlei uma rodada repleta de jogos interessantes. Vamos a eles:

– Em Uberlândia, Mari estreou diante da torcida mineira, na vitória por 3 a 1 sobre o Maranhão/Cemar. Ela foi titular no terceiro e quarto sets, marcando quatro pontos: três de ataque e um de bloqueio. Spencer Lee aproveitou justamente as duas parciais finais para colocar várias reservas (Aline, Herrera, Isabela) em quadra e o time sentiu, tanto que perdeu o terceiro set (20-22) e venceu o quarto no sufoco (24-22). Se fosse para o tie-break, o Banana Boat já perderia, ao menos, um pontinho valioso. Dois números me chamaram a atenção: os cinco pontos da americana Glass no saque e os sete de Ednéia, do Maranhão, no bloqueio. A melhor em quadra foi Michelle, que fez 12 pontos para as mineiras.

– Em Campinas, o Vôlei Amil assumiu a vice-liderança da Superliga feminina com o 3 a 0 (25-15, 25-15 e 25-18) sobre o Brasília.  Eu até esperava um jogo mais equilibrado, mas a equipe candanga não resistiu ao poderio ofensivo das paulistas. Tandara, em ótima fase, liderou o time na pontuação (13). Mas destaco os 11 pontos da americana Kristin. Ela costuma ser mais importante para o Vôlei Amil no passe, mas desta vez teve ótimo desempenho no ataque. É uma peça importante, que pode ajudar Zé Roberto a definitivamente quebrar a hegemonia de Molico/Nestlé e Unilever no vôlei nacional. Pelo lado de Brasília, Paula Pequeno e Érika somaram 13 pontos, pouco para o calibre da dupla.

– No Rio de Janeiro, a primeira partida do RJ Vôlei sem Bruninho e Thiago Sens foi mais catastrófica do que eu esperava. O Funvic/Taubaté venceu por 3 a 0, com a primeira parcial em 21 a 9 (!?!). Os atuais campeões nacionais precisaram improvisar até o central Rodrigão como ponta, fazendo a função de passe, durante a partida. A falta de jogadores (Leandro Vissotto e Thiago Alves também não jogaram – mas ainda não saíram oficialmente do time) obrigou Marcelo Fronckowiak a ter apenas 10 jogadores relacionados, incluindo Guilherme, levantador, ainda sem condições totais de jogo. Vergonhosa situação, que não combina com um campeão de uma competição tão relevante.  O time de Taubaté, que não tem nada a ver com isso, agora vem de vitória sobre RJ e Sada/Cruzeiro, dois finalistas da última edição. Se alguém previsse isso antes de a Superliga começar, seria chamado de louco.

– A queda do RJ na classificação começou com a vitória do Brasil Kirin sobre o Kappesberg/Canoas, por 3 a 1, em Campinas, em jogo que ficou devendo em nível técnico. O time de Alê Rivetti passou a ter 26 pontos, dois a mais do que os cariocas, assumindo o terceiro posto. Vai ser interessante ver a subida também de outros times, que devem roubar brevemente o lugar do RJ. O Vivo/Minas (após vencer o Voltaço) subiu para 20, o Moda Maringá foi para 18 após bater Montes Claros, enquanto os gaúchos de Canoas ficaram com 16. Acredito em breve todos eles deixem o RJ para trás na classificação.



  • Gabriel E.

    Depois dessa debandada do setor masculino, decidi que assistirei apenas as semifinais e finais, que devem ser com Cruzeiro, Minas, Brasil Kirin Campinas e Sesi. Canoas e Moda Maringá não aguentam por muito tempo.
    Agora o feminino estou acompanhando sim. Sobre os jogos de ontem aconteceu o esperado. Vitórias de Praia Clube e Amil Campinas.
    A vitória do Praia Clube foi estranho, dois sets impecáveis e com a entrada das reservas o time deu aquela desandada. O Praia está com a bola toda depois do Top Volley, isso é fato, mas ainda é muito irregular. O Spencer Lee parece que não tá passando aquele “moral” das temporadas passadas e as meninas aparentam estar em um nível psicológico baixo(o gênio forte é a cara do Praia). Vamos ver se isso melhora com o tempo. E pra ser sincero não estou botando toda essa fé na Mari não. Jogar bem é algo incontestável, mas acho que ela é a mesma, que joga quando quer e treme as pernas em jogo difícil. Ainda prefiro a Michele.
    E pela primeira vez vi o Campinas jogando a altura de seu elenco. A Tandara jogou muito, mas só assumiu seu papel e não carregou o time nas costas. Kristin acertando o passe e ajudando no ataque(fazendo jus ao cargo de CAPITÃ da seleção norte-americana. E Claudinha entendendo o que o José Roberto quer sem gritos durante a partida e ela consertar quando for tarde demais. Conforto entre eles será bem interessante. Aposto que esses dois times atropelam o Rio de Janeiro.v

  • Thiago Soares

    Daniel, boa tarde, procurei na net e não achei nenhum resultado. O oposto tcheco Filip do Minas está machucado ou deixou a equipe? Desde já agradeço se souber informar. Fã do blog.

    • Daniel Bortoletto

      ele voltou de contusão recentemente

  • Aline

    O campeonato ACABOU para o EX-RJX, e qual foi o “X” da questão? Salários atrasados, profissional não é máquina e não pode “JOGAR DE GRAÇA”, portanto os jogadores estão certos, sem salário não dá… Mais esperto foi o MAURÍCIO SOUZA que já em NOVEMBRO foi para a Europa disputar a LIGA DOS CAMPEÕES. Agora em JANEIRO Bruno, Vissoto, T.Senz e T.Alves não jogam mais pelo time: “O TIME ACABOU!!!”. Adoro o Rio, mas infelizmente agora só tem o Volta Redonda de representante pq o EX-RJX está na UTI. Enfim, o time da UFJF entra como favorito contra o EX-RJX e tem a obrigação de ganhar. Depois da UFJF, o RJ tem um calvário pela frente: SÓ TEM PEDREIRA e da CAMPEÃO NACIONAL de 2013 virou saco de pancadas em 2014.
    O PRAIA CLUB iria vencer fácil o MARANHÃO por 3×0, mas o SPENCER quis dar ritmo de jogo para as reservas, o que eu acho válido. Trocou de vez 4 jogadoras, tirando MONIQUE, MICHELLE, NATÁLIA e GLASS e pondo as reservas ISABELA, ALINE, MARI e HERRERA. O time titular está afiadíssimo, disputar o TOP VOLLEY fez muito bem à equipe, as reservas fizeram um treino de luxo contra o MARANHÃO. Mari e Herrera aos poucos vão se recuperando e serão importantes na próxima fase, por enquanto vão entrando para ganhar ritmo, ótima estratégia do Spencer.
    É um contraste comentar sobre BANANA BOAT/PRAIA CLUB e RJ VÔLEI: enquanto o time mineiro está em plena evolução, o carioca está indo pro abismo, uma pena!

  • Juliana Lotus

    O Daniel que historia é essa que Osasco vai sediar Sul-americano de Clubes.

    • Daniel Bortoletto

      Sada vai receber o próximo Mundial masculino, Osasco, o Sul-Americano. Força do Brasil nos bastidores

  • O Spencer Lee deve se atentar para dois detalhes:primeiro não faz um time campeão com esta trocação de jogadoras,claro que não é pra dar ritmo de jogo ,pois elas além de vir do top voleyjá treinam diariamente.Segundo:ele tem que entender que o time precisa de uma cara,de um rosto e que isto é uma superliga,um campeonato e não amistosos pra ficar fazendo experiências!Então o Spencer deve deixar pra trás todo o seu conhecimento com seleções de base e vê o futuro o Banana Boat não é time de base e sim de grandes e experientes jogadoras,então ele deve parar com esta mentalidade de “experiências”,não vejo nenhum time tão inconstante como o praia está atualmente.De nada adianta investimentos sem resultados,investiu-se muito no time e claro o patrocinador quer seu nome lá na final,passando na TV é assim que funciona.Então chega de amadorismos,saber de volei ele sabe muito,talvez falta-lhe este “delicado essencial” ou seja esta percepção tão importante quanto ter grandes jogadoras!

  • Gláucia

    Daniel, em sua opinião, o que está acontecendo com o SADA/Cruzeiro? É uma queda normal de um time que atingiu o ápice em outubro ou as duas derrotas são preocupantes?

    • Daniel Bortoletto

      sempre servem como sinal de alerta. Mas por enquanto não vejo nada mais alarmante

  • Aline

    Concordo com a SAMANTHA, muitos querem crucificar o TALMO, no entanto a culpa nao e so dele, algumas jogadoras na estao correspondendo. Dentre elas, as que mais dao prejuizo ao time sao a libero Suelen e a levantadora Dani Lins.
    O SESI possui um TIMACO, fez um grande investimento e tem um elenco p/estar disputando a lideranca da tabela c/o MolicoNestle e nao disputando a OITAVA e ULTIMA VAGA c/o BARUERI e o SAO BERNARDO que tem investimentos bem mais modestos que o SESI.
    Prova disso foi a excelente campanha que o SESI fez no CAMPEONATO PAULISTA, no qual chegou ate a grande final contra o MolicoNestle.
    O CAMPEONATO PAULISTA 2013 foi fortissimo, o melhor estadual do Brasil, contando com SETE equipes da SUPERLIGA: SESI,AMIL,PINHEIROS,MOLICO,SAO BERNARDO,BARUERI e SAO CAETANO. Foi disputado nos meses de SETEMBRO,OUTUBRO E NOVEMBRO, c/a grande final marcada para 01 de Dezembro de 2013.
    No paulista o SESI jogou como time grande, fazendo uma campanha impecavel, vencendo o TODO-PODEROSO MOLICO por 3×1 na fase de classificacao, numa partida equlibrada em que jogou de igual para igual. Na SEMIFINAL, o SESI eliminou o AMIL vencendo tanto a partida de IDA qto a de volta, ao passo que o MOLICO, na outra semifinal, perdeu a partida de volta para o surpreendente e guerreiro PINHEIROS, necessitando do GOLDENSET para nao ser eliminado.
    Porem, enquanto a maioria dos torcedores esperava uma final equilibradissima entre SESI e MOLICO tal qual tinha sido o embate entre essas equipes na fase de classificacao, tiveram uma grande decepcao.
    Ao contrario do que se esperava numa final, o SESI nao jogou NADA!!! Enquanto o SESI estava apatico, o MOLICO estava num ritmo ALUCINANTE, entrou a mil por hora com a FACA NOS DENTES. Foi um verdadeiro massacre, um arraso, um vexame para o SESI, pois o Molico aplicou logo um 3×0.
    As jogadoras que mais deram prejuizo foram:
    Suelen, errou passes bobos e na defesa esteve longe de acompanhar o ritmo, a agilidade e a disposicao de sua adversaria Camila Brait.
    Dani Lins, apatica, preguicosa e burocratica ao extremo, nao demonstrava animo para consertar os passes ruins e qdo teve a bola nas maos nao teve ousadia e criatividade para livrar suas atacantes do bloqueio do Molico.
    A verdade e que depois de levar essa surra humilhante na final do Paulista em 01/12/13, o SESI entfrou em decadencia na Superliga, terminando Dezembro na rabeira da tabela.
    Apesar de o SESI ter time para estar na ponta da tabela, corre serio risco de nao ficar nem com a OITAVA e ultima vaga, pois enquanto o SESI esta em decadencia, seus adversarips diretos na luta pela oitava vaga, Brasilia, Barueri e Sao Bernardo estao na cola e crescendo.
    Fabiana Claudino, Ivna e Mari Cassemiro tem sido as jogadoras mais guerreiras do time, mas precisam da colaboracao do time, principalmente da levantadora que tem se demonstrado preguicosa e acomodada com a posicao do time.
    Apos a fatidica e traumatizante FINAL do PAULISTA, o SESI teve CINCO DERROTAS e apenas UMA VITORIA em Dezembro na SUPERLIGA.
    Baseando-se nesse retrospecto, creio que o SESI corre risco real de ser eliminado precocemente e esta muito longe de chegar a uma FINAL como fez no Paulista.

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