Tijuana, dia 4: Destaque argentino no Mundial tem ídolo brasileiro



William foi eleito o melhor levantador da Superliga nos últimos 5 anos (Divulgação)

William foi eleito o melhor levantador da Superliga nos últimos 5 anos (Divulgação)

Entre 2007 e 2010, um jogador brasileiro brilhou no vôlei argentino. O levantador William Arjona conquistou 21 de 22 torneios disputados pelo Bolívar, foi eleito o melhor jogador em duas das quatro temporadas, ganhou o apelido de Mago e foi convidado até a se naturalizar para defender a seleção local. O que ele não sabe é que inspirou um jovem destaque do país vizinho a seguir os seus passos.

Matias Sanchez é o levantador titular argentino no Mundial sub-21, que está sendo disputado no México. Já está na semifinal, esperando China ou Itália como rivais. E diz ter no brasileiro o grande ídolo no esporte.

– Para mim ele é diferente de todos. Parece que funciona assim: o time defendido por ele sempre ganha. É o levantador que mais gosto de todos – revelou o argentino ao blog, em Tijuana, após a vitória sobre a Eslovênia. – Nunca falei com ele, não o conheço pessoalmente. Vi algumas vezes quando ele defendeu o Bolívar. Sempre quis jogar como ele joga.

Sanchez chama a atenção pela estatura (1,73m), muito baixa para os padrões internacionais. Mas compensa com velocidade, fintas e precisão nos levantamentos. Diz que o fato desperta mesmo curiosidade, mas não vê tal característica como limitadora para seu jogo.

– Já estou acostumado a jogar neste nível internacional sendo baixo. Não me parece diferente, mas admito que é mais difícil.

Sanchez em ação em Tijuana (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

Sanchez em ação em Tijuana (Silvio Avila/FIVB Divulgação)

Sobre a campanha argentina no Mundial sub-21, Sanchez admite que a difícil classificação para a segunda fase, tendo vencido a Polônia em jogo de vida ou morte, foi um divisor de águas, embalando o time para bater, em sequência, Brasil, Turquia e Eslovênia.

– Fomos muito bem nestas três partidas. Sabíamos também que a primeira fase contra Polônia e Rússia seria muito complicada. Tivemos uma decisão contra os poloneses e creio que depois pudemos atuar mais tranquilos, menos preocupados e nosso jogo fluiu melhor.



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