Desfalques não impedem Brasil 100% na semi



Brasil 3 x 1 Estados Unidos. Logicamente, um resultado a ser comemorado, já que as americanas possuem um dos melhores “conjuntos” do vôlei atual. Resultado que deve ser ainda mais comemorado pelos desfalques que Zé Roberto teve em Macau. Perder a invencibilidade neste jogo não seria bemérito algum para as campeãs olímpicas.

Não é fácil para qualquer seleção do mundo jogar, num duelo deste nível, atuar sem as duas principais pontas. Para piorar, a primeira opção de banco se recupera de uma cirurgia na canela. Por fim, a segunda opção que normalmente atua ficou no país e não disputa o Grand Prix.

Falo de Mari, Paula Pequeno, Natalia e Jaqueline, as quatro pontas que Zé mais usou nos últimos tempos. As duas primeiras se lesionaram já na fase final e contra as americanas não entraram em quadra. A jovem Natalia foi titular e deu conta do recado. Marcou 21 pontos e liderou o time no ataque. Já Fernanda Garay, uma grata surpresa neste GP, mostrou regularidade mais uma vez, ao marcar 14 pontos, e cada vez mais se firma no grupo antes da Olimpíada de Londres.

Agora, é a semifinal. De um lado, as sempre rivais Brasil x Rússia. De outro, Sérvia x Estados Unidos.

Mais tarde volto para falar sobre os dois jogaços.



  • Jairo(RJ)

    Aê, alguém tem um café forte pra espantar o sono???
    Daniel, concordo contigo. Não seria demérito perder, mas nesse momento o feminino está conseguindo manter padrão mesmo com a rotatividade. Melhor para nós não é mesmo? Também deve ser considerado, que o ZRG precisa ter “dor de cabeça boa” ao aumentar o leque de opções no ataque, podendo contar com a Garay ou outra que esteja em condições nas competições que participarmos.

  • Fernando Adilio

    Enquanto alguns fãs lunáticos da Mari e até da PP (poucos) ficavam chateados ou irritados com a saída para entrada de titulares eu gostava e achava que deveria ter sido feito isso mais vezes.

    Essas lesões musculares sofridas pelas nossas ponteiras, são fruto de cansaço ou fatígas musculares.
    São grandes sequencias de jogos e pouco intervalo para recuperação.

    Elas são mais suscetíveis porque, sacam, passam, defendem, atacam e se movimentam muito para o bloqueio. Ou seja, fazem um pouco, ou melhor, muito de tudo.
    Acho legal dar ritmo de jogo para as titulares, mas mais importante do que isso é poupá-las quando possível.

    E o Grand Prix na primeira e segunda fase, dava para tê-las poupado muito.
    Agora, quando mais precisamos de suas experiências e técnicas, não poderemos contar com elas. Mais uma vez.

    ZRG é um excelente técnico, mas sua insistência, e falta de visionariedade, é algo que me irrita demais

  • Mauricio

    O jogo teve muitos destaques pelo lado do Brasil, a começar pelo conjunto “reserva” que segurou a onda no primeiro set e quase virou, depois do começo ruim. Além do bloqueio, uma das grandes características dessa geração é esse poder de reação. São poucas as equipes que têm jogadoras tão determinadas como o Brasil.Se fosse os EUA, acho que elas não consegueriam fazer o que a seleção brasileira fez no primeiro set.

    Mais uma vez, a Sassá entra no sufoco e dá uma aliviada, mesmo não tendo ganho o set. Será ela uma capitã B da equipe que quando entra, é mais para acalmar os ânimos e dizer “estou entrando, está tudo bem, vamos nos acalmar? Sei como resolver…vamos adiante!”. Será que as jogadoras vêem assim ou só nós espectadores? hahaha

    Bom, daí falar na determinação e garra da Thaísa no final do jogo já é chover no molhado. E a Garay então? Para mim ela briga com a PP4 pela posição, fácil fácil.

    Agora é encarar a Rússia e ficar feliz independente do resultado. Assim como o jogo de hoje, o Brasil já saiu no lucro por não contar com algumas jogadoras importantes e por poder da ritmo de jogo para a Natália e Garay.

    Muito bom tentar prever a equipe olímpica diante de tantas opções de alto nível!

  • Ana

    “A jovem Natalia”. Natália vai morrer jovem, diamante bruto, nosso futuro… Zé Roberto deu declaração que ela é nosso futuro; Marco Freitas diz que ela é um diamante bruto; Fofão diz que no FUTURO ela nos dará muitas alegrias… Ouço isso há quatro anos, esse futuro não chega? O diamante nunca será lapidado? A gente devia parar com essa bobagem de não cobrar a Natália pq ela é “jovem”. Porra, a Natália é jovem desde a Superliga de 2007, há quatro anos.

    Feito meu desabafo, algumas considerações.

    – Barbolini vai ter que sambar muito no europeu. Gioli marcou muitos pontos contra os EUA, mas é loucura seguir com ela de oposta. LOUCURA!

    – O Hugh manter a Berg de titular com a Alisha no banco é outra temeridade. A “gorda” é nula no block, não defende e não consegue levantar uma bola ALTA para Hooker e Akirandewo.

    – À Barbolini, a China vai ter que sambar muito para fazer essas frangotas jogarem. Só salva-se Wang e Wei.

    – Garay é novidade. É como no futebol, enquanto ninguém te conhece, é relativamente fácil. Depois que conseguem te estudar é que separa as meninas das mulheres.

    – Sheilla esqueceu o jogo dela onde, no Pinheiros infanto?

    Sobre as semis, acho que o Brasil vence fácil ESSA Rússia. E EUA x Sérvia pode dar qualquer uma. Apesar de apresentarem o melhor vôlei as servias erram muito na defesa. Mas torço por Brasil e Sérvia na final.

    Ah, mais uma coisa não menos importante, espero que nosso técnico se conscientize que Mari e Paula não podem jogar campeonatos ruins, contra Tailândia e Argentinas da vida. Elas tem histórico de contusões. E ganhar GP sem elas é fácil. Quero ver ganhar olimpíada.

    • Rubens

      Se depender de algumas pessoas, o Brasil vai ter que jogar eternamente com Mari e Paula, porque sempre vai ter um defeito em quem entra no lugar delas.
      Garay é novidade?Sim, mas isso não tira o mérito de forma algum das apresentações que vem tendo. Muito pelo contrário, tá me surpreendendo a forma tranquila que ela vem se apresentando. Então ao invés de achar que tá sendo fácil pra ela porque ela é novidade, acho que deve ser destacado como ela está segurando a onda legal na primeira vez que vem sendo titular num torneio importante. E outra, pode não ser tão estudada no ataque, mas há de se destacar também que é o passe mais eficiente da seleção e tá tomando conta da defesa ali atrás. Isso aí não tem estudo do adversário que vá mudar, totais méritos dela.

      Fico acompanhando discussões na internet e só leio : Garay tá bem, mas é preciso ver com um time mais forte, mas é preciso ver numa outra situação, mas é preciso… é um custo pra muitos admitir que ela está bem e ela está, não há nada que vá mudar isso.
      Se não vale os jogos dela contra equipe mais fracas, não vale o jogo de nenhuma. Não vale o jogo da Thaísa que tá arrasando, não vale o jogo das outras ponteiras ( que muitas vezes fizeram menos), não vale o jogo de ninguém.

      Mari e Paula são ainda nossas ponteiras titulares, as diferenciadas. Mas não serão eternas e não estão sempre bem , é legal saber que criamos opções no nosso banco que podem entrar e ajudar muito quando precisar. Garay, Tandara, Natalia estão provando em quadra o quanto podem ser úteis pra seleção.

    • Livia

      – Sheilla esqueceu o jogo dela onde, no Pinheiros infanto?

      kkkkkkkkkkkkk

    • Diogo Márcio

      Já tão pegando no pé da Garay ¬¬’ A jogadora não pode ser destaque, que alguns fãs lunáticos já cai matando na jogadora. Ela poderia ser um ‘fruto ruim’, atuando mal na seleção… muitos como você, estaria xingando e colocando apelido (desagradável) na jogadora. Porém, não é isso que esta ocorrendo… com isso os lunáticos não podem falar nada.

      Relativamente fácil para a Garay, é porque ela tem talento…

  • Minas Tenis

    Quais são os horarios das semi?

    • Daniel Bortoletto

      Brasil x Rússia – 6h.
      EUA x Sérvia – 8h30

      • Minas Tenis

        obrigada. estarei ligada na tv.

  • Simone Gomes

    Vou madrugar amanhã pra ver a Rússia sendo despachada pra casa.
    Estou com a Gamova entalada na garganta!

  • Rafael B.

    Gostei do jogo da Dani Lins, que, diferente do que dizem os críticos de plantão, não amarelou (ainda) diante das equipes AA. Só falta a Rússia pra ela perder este estigma. E olha que nem sou muito fã dela!!!
    O time como um todo foi muito ruim no início do jogo. Bolas óbvias da Dani Lins, passe desastroso e muitos erros no ataque. A busca pelo placar ainda no 1o. set foi fundamental pra retomada do controle do jogo.
    Passado isso, foi bom ver Thaísa superando o forte bloqueio armado contra ela. Foi bom ver Garay voltando a equilibrar o fundo de quadra. Foi bom ver Natália rodando muitas bolas. Foi bom ver Fabi defendendo de novo. Foi bom ver Sheila não terminar como maior pontuadora. E foi ótimo ver as inversões de 5×1 com Tandara. Ainda não me parece acontecer com tanta naturalidade, porque não foram feitas exaustivamente durante a competição. Mas isso é culpa do Zé Roberto!
    Parabéns meninas. É só forçar o saque na Makhno e Goncharova!!!

  • Leonardo

    Daniel, passando as seminifinais, qual sera o horário da final?
    Aguardando resposta!

    • Daniel Bortoletto

      infelizmente, 6h

      • Leonardo

        Ow…tomara que a Globo transmita…Num tenho Tv a cabo e aqui em Teresina num tem esporte interativo…
        Vc sabe se ela(Globo) vai transmitir?

        • Mauricio

          veja pela internet. só dar uma busca que vc encontra fácil.

  • Naty

    Grata surpresa a Fernanda Garay……sinceramente, se Paula e Mari estiverem bem ano que vem, a Jaque já era…a Garay tá dando conta do recado…ótima recepção e muito forte no ataque também….

  • Afonso (RJ)

    Mais um grande jogo da equipe brasileira. Depois de um início inseguro, a equipe brasileira se impôs em todo o restante da partida, com excessão de alguns poucos momentos em que diminuiu a concentração. Eu já esperava uma marcação forte do time americano sobre nossas centrais, e calculava que o Zé Roberto ia preparar opções de ataque. Aliás, essa bem vinda prática de colocar áudio durante os tempos técnicos, nos permite ter uma idéia do trabalho estratégico da comissão técnica. Mesmo que em determinados momentos o discurso possa parecer impróprio para ouvidos mais sensíveis. 🙂

    O jogo da equipe americana é bem parecido com o Brasileiro. Atacantes fortes, um bom entrosamento entre bloqueio e defesa, o que resulta um grande volume de jogo, e a permanente busca pela velocidade. Acho que a equipe americana é melhor que a nossa no saque, mas levamos vantagem na velocidade. Outro ponto que me chama a atenção no time americano, é a presençã de algumas jogadoras com um biotipo “pesado”. São jogadoras de muita força, mas me parecem de menor mobilidade. Além disso, num jogo mais longo, com 4 a 5 sets, tenho minhas dúvidas que consigam manter o nível físico.

    NO time brasileiro, registre-se novamente a magnífica partida da Garay. Dessa vez se sobressaindo especialmente na recepção e cobertura do fundo de quadra. A Natália subiu bastante de produção durante o decorrer da partida, à medida em que ganhava mais ritmo e confiança. Além da já proverbial determinação, a Thaísa mostrou hoje mais uma de suas qualidades: a paciência. A Dani Lins continua fazendo boas partidas. Acho que hoje foi uma de suas melhores partidas na seleção. Tem tudo para melhorar ainda mais.
    Tanto a Sheilla quanto a Fabizinha, na minha opinião não começaram bem a competição, não porque jogassem mal, mas porque estavam abaixo de suas possibilidades. Mas agora, já as vejo bem mais próximas das performances inesquecíveis de outras jornadas.

    Amanhã, se – como eu espero – o Brasil atropelar a Rússia, certamente vão aparecer um monte de “corvos” dizendo: “A Rússia estava desfalcada” ou “Quero ver se Kosheleva e Sokolova estivessem em quadra”… UMA BANANA “IN ADVANCE” PARA ELES.

    • Mauricio

      tá certo! to contigo!

  • Letícia

    Não há dúvidas de que Mari e Paula ainda são nossas melhores opções nas pontas, mas quando estão 100% fisicamente, o que não está ocorrendo ultimamente! E coloco a culpa disso quase que 100% em cima do Zé Roberto. O histórico delas de lesão é enorme, o corpo delas não agüenta tanto jogo e viagens.

    Tinha que ser feito com elas o mesmo que o próprio Zé fazia com Fofão e Waleuska em 2007. Elas, naquele ano, jogaram o Pan Americano por ser no Brasil e a Copa do Mundo, que era a competição mais importante do ano. Ou seja, elas jogavam os torneios principais e não todos os furrecas que o Zé inventa! Essa filosofia tinha que ser aplicada não só para Mari e Paula, mas para as mais velhas de casa também, como Sheilla, Fabiana e Fabi, para justamente visar a integridade física da atleta! Não acho que Sheilla, Mari, Paula, Fabis e Thaísa precisem jogar contra Peru, Argentina, Chile, Venezuela, México, e outros, pois esses jogos não agregam nada a elas!!!!! Seleção B tem que existir para isso!

    E outra coisa, por que o Zé não rodou mais as jogadoras como fez em 2008 na fase eliminatória do Grand Prix? Não só Mari, Paula e Garay, como ele fez em poucos jogos esse ano! Cada jogo poderia ter entrado titulares diferente assim dava ritmo a todas e também desgastava menos fisicamente as mais velhas! O Zé acertou tudo que fez em 2008 e assim ganhamos o campeonato mais importante, mas não o vi repetir a “filosofia” nos anos seguintes.

    Desse jeito continuaremos perdendo atletas importantes em campeonatos importantes, ano passado e esse ano foram Mari e Paula, ano que vem pode ser Sheilla, Fabiana ou Fabizinha, só Deus sabe!

    Agora, Garay entrou bem demais, vamos esperar para ver se ela conseguirá jogar tão bem essa semi e, tomara, a final! Torço demais por ela! Entre Jaqueline e Garay, sou muito mais a segunda!

    Vamos lá Brasil, esse Grand Prix já é nosso! Mesmo sem Mari e Paula, as outras seleções estão bem abaixo da nossa! Talvez Sérvia possa surpreender, mas sou mais Brasil!

    • Diogo Márcio

      Torce para Garay, porque a recepção dela é mais fraca se comparada com a Jack! Mari e PP4, o maior problema delas dentre todos os fundamentos é a recepção ¬¬’ Esse texto já lê em outros comentários, só faz mudar algumas coisas.

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