Desafio falha e vira protagonista no Brasil 3 x 0 Alemanha



O desafio eletrônico roubou a cena no encerramento da etapa brasileira do Grand Prix, neste domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, na vitória do Brasil sobre a Alemanha por 3 sets a 0, parciais de 26-24, 25-22 e 26-24.  O sistema, que deveria auxiliar a arbitragem e impedir erros, falhou feio no primeiro set, tirando os visitantes do sério.

O placar apontava 20 a 17 para as alemãs, que dominavam a parcial desde o começo, beneficiadas por muitos erros de saque e passe da Seleção. Em um ataque das visitantes, a arbitragem marcou bola fora (neste aspecto corretamente), sem desvio no bloqueio. Mas instantaneamente a líbero Thomsen, pediu que o desafio entrasse em cena, alegando que a bola pegou no bloqueio brasileiro.

A checagem do replay aconteceu. E demorou bem mais do que o normal, tanto que o público até começou a vaiar a demora. A decisão foi de bola sem desvio e ponto para o Brasil. Porém, quando a imagem do replay foi colocada nos telões, com as palavras “no touch” (sem toque), ficou claro que a bola resvalou no bloqueio. O banco de reservas da Alemanha prontamente passou a reclamar muito, apontando os telões para o árbitro Josmer Perez, de Porto Rico. Luciano Pedulla, italiano que dirige o time, era o mais exaltado. De nada adiantou e a partida prosseguiu, com o ponto dado para o Brasil.

Não dá para dizer que este ponto sozinho decidiu o set, mas certamente pesou bastante. O outro fator que ajudou o Brasil a virar um placar, que chegou a ser de 19 a 13 em favor das alemãs, foi Jaqueline. A ponta substituiu Fernanda Garay e terminou a parcial como maior pontuadora, com cinco pontos (três de ataque e dois de bloqueio), além de ter incendiado a torcida.

Jaqueline entrou bem no jogo (FIVB Divulgação)

Jaqueline entrou bem no jogo (FIVB Divulgação)

Ainda inconformado com o erro do desafio eletrônico, Pedulla reclamou bastante com a argentina Karin Rene, árbitra auxiliar. Após o primeiro tempo técnico, ganhou cartão amarelo por reclamação.  Repetindo o set anterior, Jaqueline foi a maior pontuadora da segunda parcial, com seis acertos (quatro de ataque e dois de bloqueio).

No decorrer do jogo, o desafio foi utilizado mais uma vez. Ele comprovou que uma bola alemã havia caído na linha. Neste caso, o hawk eye, sistema usado no tênis para checar se a bola foi dentro ou fora, funcionou.

Talvez tal fato exija uma ação mais rápida da FIVB para analisar o desempenho do desafio eletrônico, seja ele o sistema italiano, o polonês, o brasileiro ou o de Marte. Não é de hoje que falhas estão acontecendo mundo afora, em grandes competições como a Liga Mundial e o Grand Prix.  E um artifício tão importante para o esporte, que era defendido por 9 entre 10 pessoas do meio, alegando que a velocidade do jogo estava impedindo que o olho humano conseguisse ter certeza das marcações, começa a ser fortemente questionado.

 

 



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