Desafio eletrônico aprovado. Mas os erros não vão desaparecer



O Campeonato Mundial de Clubes, em Doha (QAT), marca mais um teste da FIVB antes da implantação do desafio eletrônico para as marcações duvidosas da arbitragem. Para quem ainda não sabe, os times podem pedir para segundo árbitro olhar o replay na TV em um lance polêmico: bola dentro ou fora, toque na rede, invasão, etc.

Com certeza será um artifício muito bem-vindo para o esporte, cada vez mais veloz e de difícil interpretação para os juízes. Mas não apostem que o uso da tecnologia vai deixar o jogo 100% livre de erros.

A vitória do Sada/Cruzeiro sobre o Al-Rayyan, por 3 a 1, neste domingo, é um bom exemplo. O desafio já havia sido utilizado pelos dois times, invertendo marcações do juiz, com ambos sendo beneficiados pelo replay.

Porém, na reta final do quarto set, com o placar apontando 22 a 21 para os brasileiros, um ataque de Wallace (maior pontuador do duelo com 25 pontos) não tocou no bloqueio do búlgaro Georgi Bratoev.  O árbitro principal, após alguns minutos de dúvida, marcou ponto para o Sada/Cruzeiro, revoltando o time da casa. Bratoev chegou a fazer uma espécie de “sinal da cruz”, jurando que a bola não tocou em sua mão.  O ponto ajudou o atual campeão da Superliga a fechar a parcial por 25-22.

Na estreia do Sollys contra as chinesas do Bohai Bank, o desafio também foi usado. No fim do terceiro set, um ataque de Fernanda Garay, marcado para fora, foi contestado. O replay mostrou que o juiz havia acertado.

– Nos Jogos Olímpicos a Fernanda Garay atacou uma bola dentro na diagonal no jogo contra a Rússia, mas a arbitragem marcou bola fora. O mais engraçado é que aconteceu novamente e com a mesma jogadora. Se aquela bola tivesse sido marcada dentro o Brasil teria vencido as russas com mais facilidade. Por coincidência, a Garay bateu uma bola muito parecida no nosso jogo de estreia e, mesmo sabendo que a bola tinha sido fora, achamos por bem e importante testar e ver como funciona o sistema eletrônico. Assim que o lance acabou eu pedi para a Jaqueline se dirigir à árbitra, ela pediu o ‘challenge’ e a bola foi confirmada fora. Esse jogo é um grande marco e esperamos que esse sistema seja aprovado nas principais competições para que um lance duvidoso não defina mais um campeonato – analisou Luizomar de Moura.



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