Desafio de Zé Roberto para “corrigir” a Seleção



Pessoal, para quem me prestigia aqui no blog, antecipo minha coluna do LANCE! deste domingo, 6 de novembro.

O tema remete ao jogo Brasil 1 x 3 EUA, como a minha visão preocupada do caminho para Londres-2012.

Não gosto de ser alarmista, mas o atual momento da Seleção Brasileira feminina, a menos de um ano da Olimpíada, é preocupante.

A derrota na abertura da Copa do Mundo, diante do bom time americano (que bem fique claro), ligou meu sinal de alerta. O revés foi estranho pela forma com que as atuais campeãs olímpicas trataram o jogo. Em um torneio de pontos corridos, colocar os dois favoritos ao título frente a frente logo de cara dá à estreia o status de final. E, em nenhum momento, o Brasil teve espírito de decisão.

Jogadoras cabisbaixas, sem vibração, aparentemente aceitando os erros como se fossem normais, sem “sangue nos olhos”. Pareciam estar cumprindo uma obrigação, sem qualquer prazer.

Tecnicamente quase ninguém foi bem, mas não acredito que Sheilla, Paula Pequeno, Mari, Fabiana, entre outras, tenham desaprendido a jogar. Minha preocupação extrapola as questões técnicas e táticas da quadra.

Zé Roberto, que moldou a atual geração após uma grave crise entre atletas e comissão técnica da Seleção no início da década passada, transparecia, no banco de reservas, um misto de irritação, frustração e decepção. À distância, me parecia mais incomodado do que nunca.

Nos últimos anos, o técnico conviveu e contornou várias crises nos bastidores da Seleção por problemas de relacionamento, ressentimentos, vaidades, além de ter  mergulhado em livros para entender o universo feminino como um todo. Até o ciclo de menstruação das atletas é controlado nas grandes competições. Barrou algumas, colocou outras no banco, deu broncas públicas e conversou muito para aconselhar suas “filhas”.

Como poucos, sabe que o tempo olímpico urge e vai punir em Londres se o caminho não for restabelecido agora.



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