O desafio do time de Renan no Japão



A Copa dos Campeões masculina começa nesta madrugada, no Japão, com um interessante desafio para o encerramento de temporada da Seleção Brasileira masculina.

O time comandado por Renan Dal Zotto terá pela frente rivais acostumados com encontros em momentos decisivos dos principais campeonatos do planeta.

A estreia, às 0h40 desta terça-feira, será contra a França, a mesma da última rodada da fase de classificação da Rio-2016 e também da última final da Liga Mundial, em Curitiba. Alguns veículos internacionais apontam o jogo com possível final antecipada no campeonato de pontos corridos. Pelo histórico recente das duas seleções, faz até sentido.

Maurício Souza contra a França (FIVB Divulgação)

Maurício Souza contra a França. Clássico do vôlei mundial (FIVB Divulgação)

Para o Brasil, o desejo de encerrar o primeiro ano pós-Bernardinho com título passa pelo desempenho nas primeiras rodadas. Na quarta, novamente às 0h40, o duelo será contra a Itália, rival na final olímpica.

Diria que vencer franceses e italianos deixaria o título bem mais acessível, já que o caminho a seguir aponta Irã (adversário sempre imprevisível), Estados Unidos (segundo colocado no ranking mundial, atrás somente do Brasil) e o encerramento contra o Japão (time da casa e teoricamente o mais fraco dos seis).

– É uma competição como se todo jogo fosse uma grande final – analisa Renan, que deve optar pela força máxima para iniciar a competição: Bruninho, Wallace, Lucarelli, Maurício Borges, Lucão e Maurício Souza. Entre os líberos, a possibilidade de revezar Thales e Tiago Brendle.

Conquistar o título não deixa de ser importante neste encerramento de primeiro ano de Renan à frente da Seleção. Ficou claro no decorrer de 2017 a confirmação desta base titular, dando prosseguimento claro ao trabalho do ciclo anterior. E nada melhor do que bons resultados para o aumento da confiança.

Não custa lembrar que a competição não terá transmissão pelas emissoras de TV brasileiras. Os jogos serão mostrados pelo canal da FIVB no Youtube.



  • Edu

    A Globo, leia-se o Sportv, dando as costas de vez para o voleibol brasileiro.Quem diria que chegaram a transmitir o mundial de 2010 inteiro na emissora aberta atrasando a grade inteira da programação pela manhã.Mudou o tempo e os interesses comerciais.A transmissão da FIVB – a propósito -e muito boa de forma técnica.Uma eventual concorrente, a ESPN, comprou os direitos do Europeu de voleibol mas colocou a fase masculina 90% no Watch Espn pela internet.Colocaram o mito Romulo Mendonça na narração e o polido Andre Heller nos comentários.Apesar de disponível para todos os assinantes do canal precisa ligar para a operadora declarar os dados e aguardar uma senha de acesso em 24 horas.Noventa e cinco por cento das pessoas que conheço e são assinantes não fez isso por comodismo ou falta de tempo e talvez desinteresse.O Band Sports mantem – acho que por teimosia – o único programa de voleibol da televisão brasileira.A apresentadora é simpática mas conhece tanto de voleibol quanto os delatores da Lava jato.Tem o Marcelo Negrão que fica ampliando exageradamente as virtudes do campeonato do muito bom campeonato italiano que tem uma transmissão de televisão pessima e coloca em constrangimento quem faz a tramissão internacional.O Cacca Bizzocchi(uma salada de consoantes), ex assistente do ZRG como comentarista adicional que manja muito de voleibol.Deram algumas informações equivocadas e por dar mais creibilidade ao programa entrei em contato com ele para corrigir algumas falhas.Sua resposta, muitíssimo bem educada, foi que a assessoria de imprensa das jogadoras de voleibol trabalham com falta de vontade e melhor interesse das suas clientes.Estranho.Na ultima semana a pauta do programa foi uma moça tímida que é a segunda oposta reserva do Barueri, time do ZRG. Enquanto isso a conta de twitter da melhor fonte de informações sobre voleibol estrangeiro feminino no pais é banida porque, informou os links e forma alternativas de assistir voleibol internacional pela internet.Afinal quem esta perdendo 😮 voleibol ou as pessoas que ainda persistem em acompanhar o dito segundo esporte mais importante do pais.

  • AfonsoRJ

    Claro que os canais de esportes não podem transmitir volei. A grade está tomada por transmissões intermináveis de tênis do numero 472 contra o 627 colocados do ranking da ATP, partidas interessantíssimas de futebol como Ibis x Arapiraca, ou a nível internacional Chipre x Estônia, ou em mesas redondas onde nulidades discutem “ad infinitum” qualquer sorte de irrelevância. E tudo isso com reprises e reprises “ad nauseam”. Dessa forma fica evidente que não sobra tempo para vôlei.

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