Depois de quase parar de jogar, Ju Nogueira festeja reviravolta



Aos 22 anos, Juliana Nogueira vê sua carreira deslanchar no vôlei, após quase abandonar precocemente a carreira.

A oposto, que em abril conquistou o título da Superliga pela Unilever, festeja a chance de disputar, pela Seleção Brasileira, a Copa Pan-Americana, entre os dias 29 de junho e 9 de julho, no México.

– Parece um sonho. Tudo está acontecendo rápido demais. Primeiro, o título da Superliga. Depois, a nova convocação para a seleção B, em que joguei no ano passado. Agora, a notícia de que vou disputar um torneio pela seleção principal… Como na Unilever, vou ser reserva da Sheilla, o que é sempre uma grande responsabilidade. Só posso dizer que estou feliz demais e vou dar o melhor de mim para ajudar o time – diz Ju Nogueira, que recebeu o carinho das companheiras da Unilever nesta segunda-feira pela manhã, quando aproveitou a folga na seleção para rever as amigas de clube.

Mas sua vida nem sempre foi fácil. Juliana, que começou a jogar em uma escolinha em Santa Bárbara D´Oeste (SP), passou pelas equipes de Rio Branco (Americana/SP) e Finasa/Osasco, ainda na categoria juvenil. Em 2007, aceitou um convite para jogar no Zeiler Köniz, da Suíça, onde atuou no time adulto. Tinha, na época, 19 anos e viajou sozinha.

– Fomos eu e Deus. A experiência foi muito bacana, amadureci bastante – conta.

Na volta da Suíça, uma tendinite no ombro direito deixou a jogadora desanimada.

– Pensei até em parar de jogar – revela.

Recuperada da lesão, integrou as equipes do Uniara (Araraquara/SP) e do Mackenzie (Belo Horizonte/MG), em 2009, quando disputou sua primeira Superliga, até chegar à Unilever, na temporada 2010/11.



  • Rafa

    Ela podia repetir o caminho de Mari e se tornar ponteira!!! Ela é alta e tem uma bela impulsão. E essa sempre foi uma preocupação do Zé, ponteiras altas! Espero que ela consiga se firmar como titular de um time grande na temporada 2012/2013, ela tem muito talento pra ficar no banco.

  • Nilton

    A Ju é muuuito talentosa. E a boa notícia é que ela participa dos treinos de apsse no RJ, pq o Bernardo já percebeu o talento da garota pra tal tarefa.

  • Vitor

    A Ju Nogueira tem um futuro brilhante pela frente. É uma jogadora alta, veloz e com uma variedade de golpes muito grande. Ela sem dúvidas é a grande substituta da Sheilla. Na minha opinião ela deve seguir mesmo como oposto. A não ser que haja uma necessidade maior dela ir para a ponta. A reserva da Sheilla na seleção hoje é a Joycinha que possui a mesma idade da titular. Ou seja, não há uma renovação. Enquanto na ponta temos jovens como a Natália, a Priscila Daroit, a Suelle e agora também a Tandara. Enquanto na posição de oposto só teríamos a Ivna.

    • Rodrigo

      Incrivel como o Brasil carece de ponteiras altas… Priscila Daroit, Tandara, Natália, Ivna todas de altura mediana pra baixas… Já Suelle não vejo como jogadora de seleção, muito limitada!

      • Adriano

        Essa questão de ser alta ou não ser alta é muito relativa. Se você pega Itália e Estados Unidos, que são as seleções que têm o jogo parecido com o do Brasil, vai ver que elas também não estão nadando no mar das ponteiras altas. Mas estão aí, entre as grandes seleções do mundo. Se você é a Rússia, sim, é um problema muito sério não ter ponteiras altas. Mas também não adianta querer se parecer com a Rússia pra ganhar dela. Você tem que ser excelente naquilo que você faz de melhor.

  • Adriano

    A discussão aqui tá interessante! Como o Rafa, eu também gostaria que a Juliana se tornasse ponteira, pois me lembro dela jogando nessa posição no Mackenzie e, apesar de na época ela mostrar dificuldade no passe, acho que ela apresentava potencial. Após um ano de treino com a comissão da Unilever, como enfatiza o Nilton, ela já deve ter evoluído nesse fundamento.

    De qualquer modo, seja como ponta ou oposto, acho que ela terá futuro na seleção principal.

    Quanto às jogadoras citadas pelo Vitor, eu gostaria que a Tandara seguisse como oposto, pois não vejo nela o mesmo potencial para passadora que acho que a Ju possui. Posso estar errado: sempre defendi que a Natália jogasse como ponta, mas demorei bastante para aprovar a troca de posição da Mari. Hoje, parece muito claro que a troca foi um ganho para a seleção, e a Mari se deu bem como ponteira.

    A Suelle, se evoluir no ataque, acho que pode ter espaço na seleção, futuramente, com função semelhante à da Sassá. As duas são boas no fundo de quadra, mas vejo a Sassá ainda muito à frente da Suelle no ataque.

    Quanto à Priscila, tenho dúvidas. Acho que ela pode se dar bem como ponteira, mas vejo que o passe ainda não é um fundamento com o qual ela tenha tanta desenvoltura – provavelmente por ela ter sido central na época das seleções de base. Existe a chance de ela jogar a próxima temporada, no Mackenzie, como oposto, não? Se ela mantiver o bom nível no ataque que mostrou esse ano e for uma jogadora consistente, de repente seria legal ter na seleção, quando a Sheila não estiver mais lá, duas boas jogadoras de características diferentes: a Tandara como uma oposto de força e a Priscila como oposto mais técnica e veloz, de estilo semelhante à Sheila, por exemplo.

    Sobre a Ivna, ainda acho que deveria ser ponta.

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