Depois de “entregadas”, Sérvia jogou como nunca. E não podemos reclamar



A Sérvia entrou para enfrentar o Brasil com as camisas de Rússia, Itália e Polônia por baixo do seu uniforme. E fez a sua melhor partida na Copa do Mundo na vitória sobre o Brasil por 3 sets a 1, parciais de 27-25, 20-25, 25-20 e 25-22.

Inicio agora a explicação do título deste post.  Fora da briga pelas três vagas olímpicas em jogo na Copa, os sérvios se pouparam nos clássicos europeus contra russos e italianos, que ocupam segundo e terceiro lugares, respectivamente, deixando os titulares no banco de reservas. Perderam e ficaram felizes. Se formos ler as entrelinhas, eles, que antes do jogo de hoje contra o Brasil só haviam vencido um dos oito jogos disputados, facilitaram para os rivais continentais já pensando no Pré-Olímpico. A linha de pensamento do técnico Igor Kolakovic é clara: se Polônia, Rússia e Itália forem ao pódio, se garantem em Londres-2012 e deixam o caminho aberto para a Sérvia no Pré-Olímpico da Europa, no próximo ano. Se o Brasil se intrometer no top 3, um dos grandes europeus será rival direto dos sérvios no torneio continental.

E a tática funcionou. Faltando apenas três rodadas para o fim da Copa, os três primeiros colocados são justamente POL (22 pontos), RUS (21) e ITA (17). O instável e em alguns momentos irreconhecível Brasil, com a segunda derrota seguida, caiu para quarto, com 16.

Vamos aos três próximos jogos do quarteto acima. A Polônia, treinado pelo italiano Andrea Anastasi, vai enfrentar justamente os três rivais pela vaga. Pela teoria da conspiração, pode entregar para a Itália, fazer jogo de vida ou morte contra o Brasil e ter uma mãozinha da Rússia na última rodada, caso necessário. Os russos ainda terão pela frente Japão e Irã, ou seja, estão com as duas mãos na vaga em Londres e provavelmente já classificados antes da despedida contra os polacos. A Azzurra pega os mesmos adversários asiáticos da Rússia, além dos poloneses.

E vamos reclamar  deste “complô” contra o Brasil? Volte pouco mais de um ano atrás no tempo e recorde-se daquele vergonhoso jogo contra a Bulgária, em Ancona, pela segunda fase do Campeonato Mundial. A Seleção Brasileira cheia de reservas, com Bruninho gripado e Marlon com problemas intestinais. O oposto Théo vira  levantador. Os búlgaros também sem qualquer vontade de vencer, com alguns titulares na reserva. Jogo de baixíssimo nível técnico, que mereceu uma das maiores vaias que já presenciei ao vivo numa praça esportiva e uma chiadeira impressionante mundo afora. A tática do Brasil era escolher os rivais na fase seguinte e ter um caminho mais tranquilo até a final. A escolha deu certo, a Seleção acabou campeã, se defendeu como pôde das acusações de ter entregado o jogo contra os búlgaros, mas ficou entalada na garganta de alguns rivais.

Qualquer semelhança é mera coincidência?



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