Depois de bater na trave no masculino, La Décima sairá no feminino?



O décimo título do Brasil na Liga Mundial ficou no quase em 2014, semanas atrás. Será que a décima conquista no Grand Prix sairá?

É o que começaremos a ver nesta sexta-feira, dia do início das disputas nos três grupos principais da competição. A estreia brasileira acontecerá contra a China, às 12h30 (de Brasília), na cidade de Sassari, na Itália, com transmissão pelo SporTV. Uma partidinha bem complicada para uma primeira rodada, diga-se de passagem, ao se analisar estilo de jogo, tradição e montagem do time para a Olimpíada de 2016.

E vejo tal cenário como uma das diferenças entre jogos entre homens e mulheres atualmente. Julgo o feminino com mais equilíbrio entre as equipes com capacidade de disputar o título do que o masculino. Brasil, Rússia, Estados Unidos, Sérvia, Itália, China, Alemanha, Japão…  Não quero dizer que todos os times citados aqui estão no mesmo patamar. O primeiro trio está acima, com um bloco numeroso no patamar inferior, além de outras minas vagantes, termo que costumava ouvir bastante de Bernardinho, presentes na competição e que nem doram citados.

É bem mais comum ver jogos parelhos entre as mulheres. Parelhos e atraentes, diria. E não faço qualquer duplo sentido aqui com beleza das atletas. A chave para um jogo atraente de vôlei, na minha visão, inclui pontos mais longos, rallies que fazem times e torcedores perderem o fôlego. Infelizmente, a força dos jogos no masculino transformou rallies em raridades.

Da lista acima, é difícil cravar as que avançarão para as finais. Pelo regulamento, das 12 seleções dos “grupos de elite” quatro se classificam. Além dos citados acima, os demais participantes são República Dominicana, Turquia, Coreia e Tailândia. Irão se juntar ao quarteto Japão (sede das finais) e o vencedor dos grupos J a O (Argentina, Bélgica, Canadá, Cuba, Holanda, Polônia, Peru e Porto Rico) disputarão o título.

Sobre o Brasil, algumas dúvidas ainda estão no ar e o decorrer do GP ajudará nas respostas, até como foco no Campeonato Mundial:

1 – O time agora sem Fabi. Camila Brait vai manter o nível que a antiga titular dava no passe e principalmente na defesa?

2 – A possibilidade de variação na montagem da linha de passe. Uma especialista no fundamento e outra com ataque mais forte? Exemplo: Garay/Gabi, Garay/Natália, Jaqueline/Gabi ou Jaqueline/Natália. Duas passadoras mais consistentes: Garay/Jaqueline. Ou ainda uma formação com Gabi e Natália, instáveis no passe mas potentes no ataque?

3 – Com Fabiana e Thaisa como pilares do time, qual será a reserva imediata? Carol, que vem numa crescente, vai desbancar Adenízia e Juciely?

4 – Por fim, uma disputa interessante pela reserva de Sheilla. A estreante Andreia, a regular Monique e Tandara, que está voltando de lesão. Bons motivos para Zé Roberto ter dor de cabeça.

 

 

 

 

 



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