O Dentil/Praia Clube fatura título inédito



O vôlei brasileiro tem um novo campeão. O Dentil/Praia Clube conquistou, neste domingo, o primeiro título de sua história de uma década.

No lotado Ginásio Sabiazinho, em Uberlândia, com seis mil pessoas, o time de Uberlândia derrotou “duas vezes” o Sesc para ficar com o caneco. No jogo, triunfo por 3 sets a 0, parciais de 25-19, 25-23 e 25-17. No golden set, disputado pelo fato de a equipe carioca ter faturado o confronto no Rio de Janeiro, nova vitória do Praia por 25-18.

Um dia que ficará eternamente marcado na memória de um projeto. Nesta temporada, o investimento do Praia se transformou no maior do país. Repatriou Fernanda Garay e Suelen, manteve Fabiana, contratou a americana Fawcett, tirou o técnico Paulo Coco do rival Camponesa/Minas.

Fez a melhor campanha na fase de classificação, sofreu nas semifinais contra o Vôlei Nestlé e conseguiu a reviravolta nas finais contra o Sesc. Um legítimo campeão.

Comemoração do time do Praia em Uberlândia (Divulgação CBV)

Neste domingo, a levantadora Claudinha brilhou. Soube administrar uma pressão gigantesca que estava sob seus ombros. Foi inteligente e corajosa na distribuição, defendeu, bloqueou e liderou um time repleto de estrelas de primeira grandeza. Fez a diferença, sabendo privilegiar as centrais Fabiana e Walewska no primeiro set, usou e abusou de Fernanda Garay, soube dosar o momento de utilizar Fawcett.

Dá para dizer que foi a surpresa improvável desta decisão. Um 3 a 0 irretocável para levar a definição para o set extra.

Na primeira vez da utilização deste regulamento no Brasil, muita tensão. E também muito mais equilíbrio do que o visto nas demais parciais. Drussyla cresceu no ataque e assim recolocou o Sesc no jogo. O time carioca chegou a ter vantagem de dois pontos e o momento psicológico a seu favor. Mas o Praia reagiu logo após Paulo Coco pedir tempo. O placar seguiu próximo, mas o Sesc errou mais, no passe e no ataque, e não conseguiu mais buscar. Vitória maiúscula do Praia.

Seria injusto escrever apenas sobre a campeã no dia da despedida de Fabi. Mesmo com um texto já publicado sobre ela, nunca é demais exaltar a líbero. Fez defesas improváveis, passou com a eficiência de sempre, vibrou. Foi a Fabizinha que todos nos habituamos a ver em quadra ou pela televisão nos últimos 20 anos.

Como não poderia deixar de ser, a emoção tomou conta de Fabi ao fim da partida. Frustração pelo título que escapou logicamente. Mas tomada também pelo turbilhão de emoções de saber que a partir de amanhã ela deixará de estar em quadra. Aposto que muitos de vocês choraram junto com ela.

Uma derrota que não diminui em nada o tamanho de Fabi. Uma gigante de 1,65m, que deixa um legado imenso para o vôlei brasileiro.

E parabéns ao Dentil/Praia Clube pela conquista.

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