Dentil/Praia Clube conquista a Supercopa. Mas tem muito a evoluir



O Dentil/Praia Clube faturou, na noite de sábado, o primeiro título da temporada 2018/2019. Em Fortaleza, o time mineiro conquistou a Supercopa ao derrotar, de virada, o Osasco/Audax por 3 sets a 1, parciais de 27-29, 25-17, 25-21 e 25-23.

No papel, deu o favorito, uma vez que o time dirigido por Paulo Coco é o atual campeão da Superliga, tem um dos maiores (se não for o maior) orçamento feminino do país e contratou várias selecionáveis.

Mas ainda falta muito para o Praia chegar ao desempenho idealizado pelo treinador. A levantadora Carli Lloyd ainda demonstra desentrosamento com as atacantes, fazendo com que o jogo não flua com constância. A ponto de as companheiras, em alguns pedidos de tempo, dizerem claramente: “Temos de ajudar a Carli”.

– Sabemos das nossas dificuldades, ainda estamos nos encaixando, então sair com essa vitória hoje foi muito importante. É um resultado que dá mais confiança e o time vai ganhando uma cara. Viemos de um Campeonato Mineiro, onde saímos com um resultado não desejado, então, sair com essa vitória hoje nos dá um parâmetro que ainda temos muito o que melhorar, mas, ao mesmo tempo, de que estamos no caminho certo – comentou a capitã Fabiana.

O passe também oscilou demais na Supercopa. Coco começou a partida com Rosamaria ao lado de Fernanda Garay, mas utilizou Michele para tentar equilibrar a recepção.

Foto posada do campeão da Supercopa (Kléber A. Gonçalves/Inovafoto/CBV)

Para piorar, o time de Uberlândia não terá muito tempo para treinar, já que a Superliga começará nesta semana e vários jogos serão antecipados para a disputa do Mundial de Clubes. Ou seja: os treinamentos serão durante as partidas mesmo.

Já o time paulista conseguiu endurecer bastante o confronto. Ainda com Hooker sem ritmo de jogo e desentrosada com Claudinha, Osasco resistiu enquanto pôde. A americana jogou os sets finais e tem muito a agregar ao sistema ofensivo. Mas precisa de tempo.

Sem ela, Paula Pequeno tem se mostrado cada vez mais importante na rotação de Luizomar de Moura. Pode até, no decorrer da Superliga, ganhar a vaga de Angela Leyva.

– Já mostramos que somos uma equipe aguerrida, com jogadores de talento e muita margem para crescer. Ainda pecamos nos detalhes, como nesta Supercopa, e deixamos de aproveitar boas chances em momentos de definição. Precisamos de mais tempo de trabalho para adquirir maior maturidade, mas tenho certeza que vamos conseguir grandes resultados ao longo da temporada – analisou Paula.

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