Yane Marques será a porta-bandeira brasileira



Medalhista de bronze no pentatlo moderno em Londres-2012, Yane Marques será a porta-bandeira da delegação brasileira na Cerimônia de Abertura da Rio-2016, na sexta-feira, no Maracanã.

Ela foi o escolhida do público durante uma semana de votação via internet. O anúncio aconteceu na noite deste domingo, durante o Fantástico, programa da Rede Globo. Foi a primeira vez na história que votação popular definiu o porta-bandeira brasileiro.

Com 49% dos votos, Yane ficou à frente do líbero Escadinha, medalhista de ouro em Atenas-2004 com o vôlei, que recebeu 40% das indicações, e de Robert Scheidt, iatista com dois ouros olímpicos no currículo, que teve 11%. Foram 961.562 votos.

– Foram duas surpresas: a indicação e o resultado.  Não esperava, eram duas feras. Estou transbordando alegria – disse Yane, no Recife (PE), ao lado de familiares e amigos.

Yane no pódio em Londres-2012 (Divulgação)

Yane no pódio em Londres-2012 (Divulgação)

Além da medalha olímpica, a pernambucana, de 28 anos, conquistou dois títulos no Pan-Americano (2007 e 2015, além de uma prata prata (2013) e um bronze (2015) em Mundiais.

Ela será a segunda mulher a carregar a bandeira do Brasil na cerimônia inaugural. A primeira foi Sandra Pires, em Sydney-2000, quatro anos após ser campeã olímpica de vôlei de praia ao lado de Jackie Silva.

– Representa muito (ser a segunda mulher). Carregar bandeira já é situação honrosa, no seu país, então, todo mundo lhe assistindo. Quero ser uma porta-bandeira muito alegre e também a porta-voz de todas as brasileiras, para que país se una mais.

Confira a lista de porta-bandeiras do Brasil nas outras Olimpíadas:

Antuérpia-1920: Afrânio Antônio da Costa (Tiro Esportivo)
Paris-1924: Alfredo Gomes (Atletismo)
Los Angeles-1932: Antonio Pereira Lira (Atletismo)
Berlim-1936 e Londres-1948: Sylvio de Magalhães Padilha (Atletismo)
Helsinque-1952: Mario Jorge da Fonseca Hermes (Basquete)
Melbourne-1956: Wilson Bombarda (Basquete)
Roma-1960: Adhemar Ferreira da Silva (Atletismo)
Tóquio-1964: Wlamir Marques (Basquete)
Cidade do México-1968: João Gonçalves Filho (Polo Aquático)
Munique-1972: Luiz Cláudio Menon (Basquete)
Montreal-1976 e Moscou-1980: João Carlos de Oliveira, o João do Pulo (Atletismo)
Los Angeles-1984: Eduardo Souza Ramos (Vela)
Seul-1988: Walter Carmona (Judô)
Barcelona-1992: Aurélio Fernandes Miguel (Judô)
Atlanta-1996: Joaquim Carvalho Cruz (Atletismo)
Sydney-2000: Sandra Pires (Vôlei de Praia)
Atenas-2004: Torben Grael (Vela)
Pequim-2008: Robert Scheidt (Vela)
Londres-2012: Rodrigo Pessoa (Hipismo)

 



  • Senhor Omar – Trágico

    é ÓBVIO que a votação foi manipulada. Não tem nenhuma votação que indicasse a Yane ao menos perto do segundo colocado. Mas não quer dizer que ela não merecesse tal honraria.

  • Michel Pereira

    Vôlei é o meu esporte, mas achei merecida a vitória. Tanto pelo histórico da atleta, quanto pela necessidade de difundir e apoiar novas modalidades esportivas; mostrar que o Brasil não é só futebol (atualmente o esporte que infelizmente mais envergonha em termos de seleção).

  • Billy

    Péssima escolha.A maioria que votou é ´XINFRIM mesmo.Votar numa loura AGUADA e sem-expressão nenhuma como esta!?? Valha-me Deus…

  • Edu

    Scheidt já havia assumido essa honraria.Representantes do voleibol já tinham exercido essa função.Essa moça é o retrato sem retoques do pais na sua miscigenação e a realidade de uma atividade esportiva que se sustenta exclusivamente na sua pessoa.Mesmo medalhista reconheceu que poucas coisas significativas modificaram em relação a patrocínio e melhor estrutura de trabalho.E mesmo diante desse cenário desfavorável se mantem entre as melhores.Por menos a dita popularidade que receba se organizou e venceu a eleição onde deveria.Com votos de uma torcida organizada e na urna referendada para essa eleição.Nada desmerece seu mérito para a vaga e quanto mais ofensas cretinas por preconceito contra sua origem e tez.

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