Definidas as semifinais do Mundial. E viva o Irã!



Belogorie Belgorod x UPCN, às 17h30.

Sada/Cruzeiro x Al-Rayyan, às 20h30.

Essas serão as semifinais do Campeonato Mundial masculino de clubes, nesta sexta-feira.

A confirmação dos duelos aconteceu após a vitória dos russos sobre o Matin Varamin, do Irã, por 3 sets a 1, parciais de 25-21, 22-25, 25-15 e 26-24 .

O melhor do jogo foi sentar ao lado de um narrador iraniano, elegantemente trajado com calça social e um blazer, no local reservado para a imprensa, no Mineirinho. Uma folha de papel, uma caneta e um celular (e não era de última geração). Com esses três instrumentos, ele ficou quase duas horas no ar. Pequenos intervalos entre os sets, para pegar fôlego, faziam o Mineirinho “ouvir” um silêncio sepulcral. Mas logo depois, após os pontos mais emocionantes marcados pelo esforçado time do Varamin,  a transmissão ganhava emoção.

Nosso único contato durante a partida aconteceu no segundo set, quando uma bola atacada pelo gigante Muserskiy, de 2,18m, veio em nossa direção. Por sorte, eu não estava escrevendo e ele acompanhava atentamente o ponto. Desviamos quase simultaneamente aquele míssil que tinha endereço certo: o laptop do LANCE! . Fiz um joia em agradecimento e ele não perdeu o ritmo da transmissão ao retribuir com um movimento de cabeça.

Já “amigo” dele, admito que fiquei com inveja da fluência que ele tinha para narrar o nome do ponta russo Panteleymonenko. Admito também minha ignorância total para entender em quais momentos ele citava Mostafavand ou Heidarishahi ou ainda Piroutpour. Ainda bem que Vadi e Tajer estavam em quadra para eu ter a certeza do autor do ponto iraniano enquanto desviava o olhar para escrever este texto.

Os ouvintes em Teerã devem ter gostado do jogo que acompanharam a milhares de quilômetros de distância. Pois ele realmente foi bom. Os poucos fãs do vôlei que se aventuraram no Mineirinho, em vários momentos, entraram no clima do meu vizinho narrador. E aplaudiram os pontos do Varamin com empolgação. O time do Irã deu trabalho de verdade para Muserskiy, Grozer, Travica & Cia, quase levando a decisão para o tie-break. Eu eu vivi uma noite única ouvindo uma transmissão de vôlei em iraniano.

 

 

 

 



  • Severino

    Impressão minha ou o Belgorod joga com uma preguiça danada e com uma falta de interesse do tamanho do mundo?! Até mesmo contra o cruzeiro jogaram a meia boca, em certos momentos parecem que estão com o espírito lá na Rússia rsrsrs. Quem assistiu eles na liga dos campeões tanto nas semi como na final viram que é bem diferente a forma como eles encaram os jogos. Acho que é igual ao futebol, os europeus só se dedicam ao máximo pela champions league, estes mundiais eles pedem a Deus para acabar logo. Ruim pra gente que gosta de volei.

  • Leiga

    O problema do Belgorod é a irregularidade, infelizmente. O time perdeu no Russo e, se jogar o que jogou hoje na semi, não passa pelo UPCN. Acho que o clima e o fuso horário reduziram o desempenho deles.

    Torcendo pela injeção de ânimo e pela regularidade, porque estes apagões acabam sempre acontecendo.

    No 100%, teria passado por 3×0 no Cruzeiro no jogo de ontem, já que o Cruzeiro “herdou” o medo da Rússia da seleção. Pelo amor… que lamentável aquele começo nervoso.

    Igual no feminino. É visível que Osasco tem mais time que Kazan. Penaram para vencer as japonesas. Se estas fossem um pouco mais altas, no mínimo cinco sets seria o jogo contra o Dinamo Kazan. Mas os times brasileiros começam respeitando demais times russos, daí dá em merda…

    Bora Brasil, vamos parar de abaixar a cabeça para os times russos! Que saco! Deu-me uma agonia o William temendo a bola de primeiro tempo no jogo de ontem nos primeiros sets. Parecia o Sandro na final da Superliga. Foi patético ele tentar bloquear o gigante. Fiquei pensando se ele cogitou que estava pulando em uma cama elástica, pois só isto justificaria. A bola lá no alto e ele levantando. Valeu a intenção, mas por favor, né?

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