De virada, Brasil conquista título da Copa Rio



A Seleção Brasileira feminina foi testada pela primeira vez no encerramento da Copa Rio Internacional, neste domingo, no Maracanãzinho. Depois de passar com facilidade por Alemanha e Bulgária, o time verde-amarelo suou para derrotar a Holanda, de virada, por 3 sets a 2, parciais de 23-25, 22-25, 25-22, 25-18 e 15-10.

O resultado garantiu o título do torneio amistoso para o Brasil. Na preliminar, as búlgaras passaram pelas alemãs no tie-break. Mas a atuação de hoje, com tantas oscilações em quase todos os fundamentos, vai merecer uma atenção especial da comissão técnica de José Roberto Guimarães.

Comandada pelo italiano Giovani Guidetti, que fez bom trabalho anterior na Alemanha, a Holanda demonstrou nesta manhã uma força ofensiva que tirou o bloqueio e a defesa brasileiras do sério. Foram jogadas eficientes pelo fundo e alto aproveitamento nas pontas. Algumas boas passagens pelo saque, como a de Plak, no segundo set, fizeram o Maracanãzinho, mais uma vez bem distante da sua lotação, se calar.

Tentativa de block de Carol e Dani Lins (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Tentativa de block de Carol e Dani Lins (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Um esboço de reação começou após a Holanda abrir dez pontos e ficar a três da vitória no segundo set. Zé Roberto invertou o 5-1 com Sheilla e Macris, além de trocar Natalia por Mari Paraíba. Carol apareceu no bloqueio, o passe se estabilizou e o jogo ficou parelho. A diferença caiu para dois pontos (21 a 23), mas as europeias conseguiram fechar: 25 a 22. E teve torcedor que foi embora do ginásio.

Zé voltou para o terceiro com uma alteração na formação que iniciou o jogo: Léia no lugar de Camila Brait. E um outro ingrediente: um espírito mais aguerrido da equipe, vibrando a cada ponto e tentando trazer a torcida para a quadra. Em vantagem no placar desde os primeiros pontos, o Brasil só não ficou mais à vontade pelos erros nos contra-ataques, principalmente com Natalia.  No fim da parcial, os erros brasileiros voltaram, a Holanda equilibrou as ações, mas não o suficiente para a virada.

Os erros de ataque e contra-ataque reapareceram no time brasileiro no quarto set. A Holanda virou na frente do primeiro tempo técnico (5-8). Então foi a vez de Sheilla entrar no lugar de Monique. Mesmo ainda longe do ritmo ideal de jogo, a oposto ajudou na construção da virada, concretizada no 13 a 12.  Após assumir o comando do placar o Brasil não oscilou mais a ponto de permitir o equilíbrio, fechando com certa facilidade em 25-18.

No tie-break, a primeira vantagem brasileira foi no 3 a 2, após bloqueio de Sheilla em Plak. E a oposto voltou a desequilibrar, desta vez, no saque, fazendo 5 a 3. Com mais capricho na virada de bola, a Seleção não permitiu que a Holanda se aproximasse, chegando ao tempo técnico com a mesma diferença: 8 a 6. E olha que o time de Guidetti estava defendendo muito, fazendo o time brasileiro jogar. Coube à terceira levantadora Roberta, no saque, fechar o jogo em 15 a 10.

Na próxima semana, a Seleção continua a preparação olímpica com treinamentos em São Paulo. No dia 7 de setembro, o time viajará para a Holanda, para reencontrar a rival deste domingo numa série de amistosos.



  • Nei

    O Brasil ganhou porque a levantadora holandesa se desestabilizou depois de algumas marcações de dois toques e começou a errar tudo a partir dali. Se fosse uma levantadora experiente como Fofão ou Lo Bianco, por exemplo, o Brasil perderia o jogo.

    • Jorge

      A levantadora referida é apenas a reserva, a titular passou sua estadia em terras brasileiras no hospital graças as excelentes condição de higiene do Rio de Janeiro.

      • Marciano

        Serio?

    • Deck

      Se a Monique fosse como a Gamova ou a Mireya Luis, teria sido 3×0 pro Brasil. O “SE” não joga.

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