De olho na Olimpíada, Zé vê Mari na saída de rede



“A minha preocupação com a Mari é não sobrecarregar. Jogando na saída, sem a preocupação de passar, ela vai se sentir mais tranquila”.

A frase de José Roberto Guimarães é sintomática. Após carimbar o esperado passaporte para a Olimpíada de Londres, ele deu a pista definitiva sobre como pretende utilizar a ponta, que vem de uma temporada ruim pela Unilever.

Ausente do Pré-Olímpico para se tratar de um problema no ombro direito, Mari tem sofrido demais com a recepção nos últimos tempos. E isso também tem refletido na confiança para atacar. A Mari que vimos em 2011/2012 está bem aquém da Mari de três, quatro anos atrás.

Não deve ter sido fácil para Zé Roberto tomar a decisão. Nos últimos anos, ele pregou uma evolução das ponteiras. Queria aliar força de ataque com qualidade no passe, uma tendência internacional. Trabalhou muito com Mari e Paula Pequeno antes da Olimpíada de Pequim, por exemplo. Lá, em 2008, o êxito foi total. A mesma linha de pensamento foi adotada com Natália. Uma jogadora muito forte ofensivamente, que poderia seguir como oposto, no melhor estilo Mari.  As seguidas contusões atrapalharam tal desenvolvimento. Nos últimos tempos, processo semelhante vive Tandara.

No Grand Prix, Mari vai jogar na saída de rede. Sheilla ficará treinando com outras titulares no Brasil. Será um bom teste para saber como Mari está fisicamente e também psicologicamente. Se a decisão para Londres for sacramentada, a Seleção ganhará uma importantíssima opção para inversão de 5-1. Vale lembrar também que Sheilla, durante anos e anos, não teve uma reserva à altura.  Quando ela estava mal, o time penava.

Sobre a óbvia classificação do Brasil, pouco a acrescentar. Sem rivais “profissionais” na disputa, o time não foi testado. Somente em algum momentos do Grand Prix será possível ter uma ideia de como o time chegará aos Jogos Olímpicos.



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