Dani Lins fala ao blog sobre momento na Seleção e o drama de Sidão



Durante o fim de semana do Grand Prix, em São Paulo, bati um papo com a levantadora Dani Lins, uma das titulares mantidas em todos os jogos desta etapa.

A campeã olímpica em Londres-2012, ela ficou no grupo que seguiu para a Itália para a terceira etapa do GP e na próxima semana estará em Omaha, nos Estados Unidos, para o Final 6. Para ela, algo mais do que natural.

– Queria jogar o Grand Prix, pois são mais jogos (nas finais, são cinco em seis dias), é uma carga de jogos muito boa já pensando na Olimpíada do ano que vem – comentou Dani ao blog.

O casal Dani e Sidão (Divulgação)

O casal Dani e Sidão (Divulgação)

A cabeça, porém, estará um pouco dividida. Ela não esconde a preocupação com Sidão. O meio de rede está afastado do vôlei para se recuperar de uma lesão no ombro direito. Ele preferiu abrir mão de uma cirurgia, que o afastaria por vários meses do esporte, para buscar uma recuperação mais conservadora, com descanso e fisioterapia (leia mais aqui: http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/07/10/por-olimpiada-sidao-arrisca-nao-operar-ombro-lesionado/).

– É complicado para ele, pois esteve anos e anos sem se machucar, jogando bastante pela Seleção e pelo clube. Parar agora foi complicado para o Sidão, que ficou muito triste no começo. Mas agora ele já está aceitando mais. Graças a Deus não teve de fazer cirurgia nenhuma. O médico disse pra ele ficar parado e tratar bem. E eu também me tranquilizei e estou tentando ajudá-lo sempre – contou a levantadora.

Segundo Dani, no início, o mais complicado foi fazer em casa o trabalho de psicóloga.

– O pior já passou. O problema não é ficar sem treinar, mas sim lidar com o psicológico mesmo. Tudo aconteceu num momento ruim, mas ele está de boa em casa agora, tratando todo dia. Então, está bem focado para melhorar logo.

Sobre seu momento na Seleção feminina, Dani Lins encara um desafio diferente. Sem a presença de Fabíola, mais experiente, ela agora lida com uma novata, no caso de Macris, e de uma jogadora que esteve longe da Amarelinha nos últimos anos: Ana Tiemi. E essa função de ser uma referência não abala Dani:

Dani Lins em ação contra a Alemanha (FIVB Divulgação)

Dani Lins em ação contra a Alemanha (FIVB Divulgação)

– Me dá responsabilidade de fazer tudo certo ara elas seguirem o caminho correto – disse Dani, lembrando que tinha em Fofão a referência que agora passa a ter.

Na busca pelo 11º título do Grand Prix, Dani terá ao seu lado uma provável base titular bem diferente da que se acostumou neste ciclo olímpico. Sem Sheilla, Fabiana e Thaisa, desfalques nesta temporada, e com Fernanda Garay, Jaqueline e Camila Brait no Pan, ela será uma das jogadoras mais experientes do time. Provavelmente, terá ao seu lado uma base formada pela espinha dorsal do Rexona na última temporada: Juciely, Carol, Gabi e Natália.

E, sobre a dupla de centrais, a levantadora não vê uma diferença gritante na forma de atuar ao comparar com a dupla Thaisa/Fabiana, bem mais alta.

– Carol e Juci são mais baixas, mas o alcance é quase o mesmo. Elas bloqueiam muito bem, têm um alcance alto no ataque e no bloqueio. Para mim não faz tanta diferença.



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