Dani Lins e Hooker explicam bem o sentimento de ser mãe



Duas postagens de jogadoras de vôlei nas redes sociais, nesta quinta-feira, me fizeram refletir sobre um dos sentimentos mais nobres do ser humano: o amor de pai, neste caso, mãe.

Talvez seja difícil explicar para quem ainda não tenha esse privilégio de ser pai ou mãe. Os posts da levantadora Dani Lins e da oposto americana Hooker ajudam um pouco a entender as sensações envolvidas nesta bênção.

Dani Lins publicou no Instagram um vídeo “dançando valsa na madrugada” com a pequena Lara, nascida no último fim de semana.

As imagens do vídeo acima não devem precisar de legenda ou complemento da minha parte, né?

Já a publicação da mãe e oposto do Camponesa/Minas tenta explicar em palavras o sentimento de estar longe dos filhos. As duas crianças de Hooker estão nos Estados Unidos, enquanto ela terá mais dois meses de temporada em Belo Horizonte. O filho mais novo, inclusive, fará aniversário na segunda-feira. Em inglês e em português, a jogadora, em seu segundo ano jogando pela equipe mineira, não esconde o tamanho da dificuldade de exercer a profissão longe da dupla.

I miss my kids so much. No one understands how hard it is for me to be overseas away from them. My son will be 2 years old on Monday. These are days I can not get back with my kids. I do not play this sport for me. I play for them. God I can not wait to hold them again. Mommy loves you and know I think about you both everyday. God give me strength. 😢👦🏾👧🏾❤️💋. Sinto muito meus filhos. Ninguém entende o quão difícil é para mim estar no exterior longe deles. Meu filho terá 2 anos na segunda-feira. Estes são dias em que não consigo voltar com meus filhos. Eu não jogo este esporte para mim. Eu jogo para eles. Deus não posso aguardar para segurá-los novamente. Mamãe ama você e sabe que penso em você todos os dias. Deus me dê força. 😢👦🏾👧🏾❤️💋

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DEPOIMENTO

No processo de entrevistas com o Serginho Escadinha antes do lançamento da biografia “Degrau por Degrau”, no ano passado, as conversas com os filhos dele e depois com o próprio líbero sobre o tema me emocionaram. A ausência constante para treinos e competições, principalmente em datas importantes da família, é um dos maiores dilemas dos atletas de alto nível na relação com a família. Para quem viu o livro, sugiro reler a carta que Matheus, o filho do meio, escreveu após a conquista do ouro olímpico no Rio de Janeiro. Está no fim do 18º capítulo, página 240.

Como pai de dois filhos é difícil não transportar para o meu próprio dia a dia tais cenários da relação pai-mãe-filho.



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