Coluna de domingo: Cuidado com a marolinha internacional



Pessoal, bom dia. Está no ar a Coluna Saque publicada neste domingo, 12/1, no LANCE!

O vôlei italiano quebrou e não é mais o mesmo de cinco anos atrás. São raros os times da Turquia que não atrasam salário. Para a Rússia, jogador só vai se receber 50% do contrato à vista. Times asiáticos e do Oriente Médio até pagam bem, mas o nível dos campeonatos locais é baixo.

Todas essas afirmações acima são verdadeiras e foram ditas para mim, nos últimos anos, por gente graúda e respeitada do vôlei brasileiro. Os diálogos, quase sempre, aconteceram tendo como pano de fundo a Superliga. A volta de quase todos os selecionáveis para cá, a contratação de alguns estrangeiros de renome e pontuais orçamentos milionários de novos times reforçaram tal pretensão.

A “nossa competição”, neste cenário pouco animador se transformou na “melhor do mundo” no slogan da TV. Infelizmente, a realidade mostrou-se um pouco diferente.

A debandada de cinco jogadores do RJX (Maurício Souza, Bruninho, Leandro Vissotto, Thiago Alves e Thiago Sens), simplesmente o ATUAL CAMPEÃO NACIONAL, foi a cereja do bolo. Promessa de time de ponta em Jacareí virou escândalo e foi salva aos 45 minutos do segundo tempo por Barueri na Superliga feminina; equipe estreante de Goiânia que se mudou para Montes Claros na véspera da Superliga masculina e ainda assim convive com salários atrasados; Volta Redonda conquistando vaga após protestos e liminares…

Os exemplos da atual temporada são, na minha visão, sinais claros de que não estamos enfrentando uma simples marolinha, repetindo a expressão popularizada pelo ex-presidente Lula.  A crise financeira que atinge o vôlei é mundial, sim, mas não estamos tão blindados assim e muito menos livres de enfrentar um tsunami.



  • alessandro mendes

    Isso é mundial. eu não acompanho a liga de volei, sendo que no futebol está acontecendo a mesma coisa. não pode um time de volei pagar R$ 40 , R$ 80, R$ 100 mil de salário para jogador… é muito dinheiro… eles merecem pela qualidade do profissional, sendo que o retorno em patrocinio, premiação e midia é muito pouco com relação ao custo. as empresas estão comseus orçamentos reduzidos para todo o tipo de patrocinio e ainda existe o bloqueio feito pela a tv que transmite pois não é citado o nome correto dos times. enfim, todos os esportes tem que se adequar as suas limitações, e o mesmo deve ser feito pelos jogadores. não dá para jogar em time do rj e querer morar em apto alugado em ipanema, leblon… vai morar no flamengo, tijuca , bairro de fátima… rs rs rs pelo menos essa é minha humilde opinião.

  • daniel

    Comentário perfeito.

    • Cristiano M

      Tenho absoluta certeza que ninguém em qualquer profissão deveria ganhar mais de 30.000,00 por mês, tenho certeza que apesar deste valor ser alto, teríamos mais dinheiro circulando para todos viverem melhor, isso faria um pais melhor, uma sociedade mais justa e desmancharia essa bola de neve que se tornou o capitalismo.

      • daniel

        Se a pessoa ganhar seu dinheiro honestamente qual o problema? Agora o cara vai lá, trabalha e depois tem que dividir com quem se recusa a trabalhar? No seu raciocínio viraríamos Cuba. Imagine aí Sheilla fugindo do hotel da seleção durante o Grand Prix e pedindo asilo no Japão. E Thaísa e Fabiana ficando dois anos sem jogar para poderem sair do país legalmente. E imagina Fofão sendo presa por suspeita de fuga do país. Para né.

  • Bem o vôlei está em crise, claro que isso se deve a uma série de fatores que os dirigentes não enxergam. As camisas de futebol são exploradas como marca do time, gerando uma receita positiva, mas aqui no Brasil os clubes, (exeto o Minas) não vendem camisas, acho seria mais uma fonte de renda.

  • Renato Garcia Pereira

    Para a Superliga de Volei ser, de fato, o maior campeonato de vôlei do mundo (e tem plenas condições para isso) teria que acontecer quatro coisas que são utopias se pensadas agora: 1 – fim do ranking de jogadores; 2 – liberação de mais jogadores estrangeiros nos times; 3 – a volta da transmissão do campeonato com as regras antigas (sets de 25 pontos e final em 5 jogos) e pela Bandeirantes, com o pai da Superliga (Luciano do Valle); 4 – incentivo para que os times populares invistam em times masculinos e femininos; Eu, por exemplo, se tivesse o Corinthians jogando a Superliga, assistiria só por causa dele. Imaginequantos torcedores não pensam o mesmo…

    • Apesar de ser Palmeirense concordo plenamente com a sua opinião, apenas a tv fechada compra os direitos de jogos e acaba limitando os demais, e tem mais quem não iria assistir um classico entre Palmeiras e Corinthians ou São Paulo, Cruzeiro, etc etc, esta idéia é muito boa pois várias equipes sem torcida surge por aí e só entra na graças da cidade depois de ganhar alguma coisa pois senão acabam morrendo pois ninguém conhece.

      • João Paulo

        A ideia não é ruim e, nem tão utópica. O Cruzeiro na verdade não oferece aporte financeiro ao time de volei, tudo é bancado pela Sada. O Cruzeiro apenas empresta a marca e a infra-estrutura para treinamentos, etc. Bastaria à outros clubes de futebol, encontrar projetos de volei dispostos a estabelecer parceria.

    • João

      Eu, sinceramente, tenho bastante reservas a entrada de times de futebol em outras modalidades esportivas. Certamente se times grandes entrassem, muitos torcedores dessas agremiações acompanhariam mais assiduamente, entretanto, da mesma forma que vários torcedores deste time iriam comparecer, os torcedores dos outros adversários virariam a cara para a modalidade, pois infelizmente existem pessoas radicais que não suportam nada que não seja ligado ao time que torce. Ainda acho que a desvinculação desses clubes é a melhor saída. Em praças maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro, talvez isso possa diferir um pouco, mas em outras cidades, prefiro que haja um único time e que se tente fidelizar o torcedor e apreciador da modalidade. Enfim, essa é uma discussão bastante complexa e longa!

  • Afonso RJ

    Citando o Lance:

    “O Carioca-2014 não terá parada técnica nas partidas com transmissão da TV aberta. Mas nos outros jogos a Federação de Futebol do Rio anunciou aos dirigentes nesta segunda-feira que a medida será facultativa.

    O veto à paralisação nos 20 minutos dos dois tempos foi feito pela Globo, que não gostou do descompasso na programação do Rio em relação às outras praças causado pela interrupção do jogo em um minuto”.

    Se até o futebol obedece, que dirá o vôlei…

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