Cubanas dão show no fim e Usiminas/Minas está na semi. E sobrou provocação



Mais um tie-break, mais um jogaço. E, no duelo mais equilibrado das quartas de final da Superliga feminina, a Usiminas/Minas, quarta colocado da fase inicial venceu o Sesi, quinto, após um emocionante 15 a 13 no quinto set, e vai enfrentar o Sollys/Nestlé por uma vaga na decisão da competição.

O jogo na Arena Vivo, em BH, foi digno de uma final. Belas jogadas, rallies com muito tempo com a bola no ar e aberto do início ao fim, sem poder cravar com certeza quem sairia vitorioso de quadra. E a partida foi também muita tenso dentro e fora da quadra.

A líbero Tássia discutiu com o técnico Jarbas Soares no segundo set, Talmo reclamou de Dani Lins, durante um tempo técnico, após perceber que a levantadora deixava a roda durante suas orientações. E sobraram provocações entre as duas equipes. No fim, a central mineira Fernanda Ísis aproveitou as câmeras do SporTV e falou algumas vezes “Tchau, Elisangela”, provocando a oposto do Sesi.

O fato resultou em críticas instantâneas via Twitter. Uma das mais indignadas era a ponta Natália, da Unilever.

“Na boa.. Fernanda Isis.. Vamos combinar! NÃO PRECISA DISSO!!!! #QueRIDICULO.

Minutos depois, ela completou:

“Só quero que entendam, que isso é uma atitude anti-desportiva!! independente de time/torcida!! Esporte é algo saudável”.

Nalbert também deu sua opinião sobre o fato.

“Provocação durante o jogo faz parte e dão até uma apimentada. Depois do jogo,é desrespeito. Mais do que saber perder,é necessário saber ganhar”.

A cubana Ramirez admitiu que o clima esquentou durante o confronto.

– Temos sangue quente. Sempre vai haver rivalidade entre brasileiras e cubanas. Jogo se ganha dentro de quadra – disse ao SporTV a autora de 24 pontos, alegando que as rivais paulistas teriam dito na véspera que eram melhores do que as mineiras. Ela ainda deu a volta olímpica com a bandeira de Cuba pela quadra.

A maior pontuadora do jogo foi Herrera, a outra cubana do Minas, que teve 27 acertos.

A cena mais marcante para mim, porém, foi ver o técnico Jarbas Soares pular a grade que separa a quadra das cadeiras e chorar abraçado de familiares e torcedores do Minas. Uma vitória pessoal de quem foi muitas vezes a vidraça,  já que trabalha em um dos clubes mais tradicionais do país, mas que teve de driblar limitações orçamentárias nos últimos anos para tentar de aproximar dos quatro melhores. Demorou, mas o Minas voltou ao top 4.



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