Como a crise institucional no Sesc pode atingir o vôlei



Está nas manchetes dos principais portais do país nesta sexta-feira: Lava-Jato prende presidente de Fecomércio, no Rio. E você vai me perguntar: o que essa notícia tem a ver com o vôlei?

Tem muito a ver.

A Fecomércio, ou Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, teria desviado R$ 3 milhões de duas entidades do Sistema “S”, o Sesc e o Senac-RJ, segundo investigação da Polícia Federal. E aí começa a ficar um pouco mais fácil entender o envolvimento com o vôlei.

O caso teria ligação também com a organização criminosa liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral, um dos maiores escândalos de desvio de dinheiro na história recente do Brasil.

Orlando Diniz, preso hoje pela PF, é presidente afastado da Fecomércio desde dezembro, após quase 20 anos à frente da entidade. Está em curso uma disputa pelo cargo, com a Confederação Nacional do Comércio (CNC) contestando o nome do vice-presidente da Fecomércio indicado para substituir Diniz como interventor.

Sesc patrocina duas equipes de ponta no vôlei (Divulgação)

Dentro desta crise institucional, o patrocínio do vôlei corre riscos, já que o investimento nas equipes feminina e masculina está sendo rediscutido para a próxima temporada. O tema não é tratado abertamente pelos gestores dos projetos esportivos, mas nos bastidores existe um forte temor de um corte radical na verba. E a preocupação deve aumentar depois das informações de hoje.

Com a reta final da Superliga chegando e as duas equipes do Sesc brigando pelos primeiros lugares (ambos estão na segunda colocação), parece cedo para ter tantos motivos de preocupação. O problema é já ter veículos cravando o fim do investimento. Em matéria publicada recentemente pela Revista “Isto é” o fim é dado como certo.

 

 

 



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