Copa do Mundo: rodada com clássicos, virada e 50 pontos de um único jogador



A quarta rodada da Copa do Mundo masculina foi a melhor até agora. Confrontos diretos pelos primeiros lugares, atuações individuais acima da média e bons jogos até entre os times mais fracos.

A jornada no Japão foi aberta com dois clássicos: Estados Unidos x Itália e Irã x Polônia.

No primeiro, ambos estavam invictos até então. E o time americano passou em sets diretos (dois bem equilibrados) pela Azzurra, parciais de 25-18, 25-23 e 29-27.

O oposto Matt Anderson teve 17 acertos e liderou os EUA. O maior anotador do confronto, porém, foi o italiano Zaytsev, com 19. Vale ressaltar ainda a atuação bem apagada de Juantorena, cubano que estreia pela Itália na Copa, com apenas três pontos.

Com o resultado, o time de John Speraw segue na liderança com quatro vitórias, ao lado agora apenas da Polônia, que suou muito para se manter invicta. A seleção europeia saiu perdendo para o Irã por 2 a 0, mas conseguiu a virada com parciais de 18-25, 23-25, 25-15, 25-20 e 15-11.

Apesar dos 19 pontos de Kurek, o destaque polonês foi Mika, que saiu do banco no terceiro set, sendo peça-chave na virada, ao marcar 14 pontos, além de melhor a constância do passe. Sempre achei este polonês com um estilo parecido com o do brasileiro Dante. Pelo lado iraniano, Ghafour fez 18 pontos.

Será que Edgar bateu por cima do bloqueio? (FIVB Divulgação)

Será que Edgar bateu por cima do bloqueio? (FIVB Divulgação)

Estava no ginásio de Mexicali, acompanhando China e Irã (3 a 1 para os chineses), jogo válido pela chave do Brasil no Mundial sub-21, e acompanhei parte deste jogo da Copa do Mundo pelo celular. E os comentários eram de provocação de ambos os lados, nervosismo e duelo com cara de final.

Outro jogo importante da rodada foi Rússia e Argentina, com vitória dos europeus por 3 a 1, parciais de 25-19, 21-25, 25-18 e 25-20. Mikhaylov marcou 19 vezes, três a mais do que Muserskiy. Chama a atenção nos números do gigante ter feito apenas um ponto no block e outro no saque. Pouco! Pelos hermanos, Conte quase carregou o time nas costas, marcando 27 pontos, 21 deles no ataque, cinco no bloqueio e um no saque. Foi o único com dois dígitos de pontuação.

O resultado deixa a Rússia em terceiro lugar, ao lado da Itália, com três triunfos e um revés. A Argentina, com dois e dois, está ao lado do Irã em sexto. Os dois primeiros colocados garantirão vaga na Rio-2016.

Por fim, mas não menos importante, o registro de um número raramente visto neste nível de competição. O oposto australiano Edgar marcou CINQUENTA pontos na vitória sobre o Egito no tie-break.

Ele recebeu 74 bolas para atacar e colocou 47 delas no chão, um aproveitamento superior a 63%. Os outros três pontos foram no bloqueio.

Vejam os números dos demais jogadores da Austrália: Walker (8 pontos), Passier e Mote (7 cada), Staples (6) e Peacock (3). Fica mais fácil entender a dependência do time ao oposto.

A próxima rodada apresenta dois confrontos interessantes: Rússia x Irã e Japão x Itália.



  • Lucia

    É bom lembrar que os “selecionáveis” só saíram após ficarem vários meses sem receber o pagamento que lhes era devido,quanto ao Rodriguinho é uma pena que um talento como ele esteja escondido no cruzeiro servindo apenas aos treinamentos,nunca entendi porque equipes com menor verba não correram para contratá-lo como titular.

  • Klaus

    lamentável o comportamento do time polonês.Se tiver a oportunidade , no site worldofvolley tem esse momento.Muserskiy está jogando de oposto, aliás, está jogando em duas posições porque é um troca-troca interminável durante as partidas.Uma hora é oposto, outra, central.Mikhaylov joga de ponta, joga de oposto.É um entra e sai de ponteiros.Talvez isso justifique.

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