Contra o desgaste, Renan troca tudo na Seleção em Goiânia



Sai um time inteiro, entra outro. A estratégia de Renan Dal Zotto para minimizar o pouco tempo de descanso entre dois jogos da Seleção Brasileira masculina, em Goiânia, pela segunda etapa da Liga das Nações, foi radical.

Depois de sair de quadra por volta das 17h de sexta-feira ao vencer a Coreia do Sul por 3 a 0, o time voltou a jogar neste sábado, às 8h30 contra o Japão. Com pouquíssimo tempo para recuperação física, o treinador trocou os sete titulares. Colocou assim todo o elenco inscrito para a etapa para jogar nos dois dias.

Uma tática radical, mas uma cautela compreensível para evitar correr um risco desnecessário de perder alguém lesionado ainda no início de uma competição tão longa quanto essa nova Liga das Nações.

Diante dos coreanos, jogaram William, Evandro, Lipe, Leozinho, Isac, Eder e Murilo. Os duas centrais, com 12 pontos cada, foram os destaques.

Sabe quem fez esse ataque? Foi o oposto Wallace, quase escondido por completo pelo bloqueador japonês (FIVB Divulgação)

Já contra os japoneses, batidos também por 3 a 0, a equipe titular teve Bruninho, Wallace, Maurício Borges, Douglas Souza, Maurício Souza, Lucão e Thales. Além do apagão, que paralisou o jogo entre o segundo e terceiro sets, outro protagonista do quarto triunfo do Brasil em cinco jogos foi Wallace, autor de 15 pontos.

Pela formação usada na forte etapa da Sérvia, na semana anterior, fica bem claro que Renan dividiu a formação principal em dois, já que utilizou, em Kraljevo, Bruninho, Wallace, Lipe, Maurício Borges, Lucão, Maurício Souza e Murilo.

Neste domingo, às 12h30, contra os Estados Unidos, no jogo mais difícil da etapa e valendo a vice-liderança da Liga das Nações, o treinador brasileiro poderá escalar a força máxima.

Estratégias de Renan à parte, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) deveria ser mais rigorosa com o espaço entre um jogo e outro. Pelo bem dos atletas e também do espetáculo. Sei que sempre vai existir uma negociação com as televisões para encaixar partidas em suas grades. Mas a questão comercial nunca deveria prevalecer em uma situação assim.

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