Conheça o Irã, time que venceu 3 vezes o Brasil e eliminou a Rússia



O Irã está na semifinal da Liga Mundial pela primeira vez em sua história. Nesta sexta-feira, venceu o Brasil por 3 sets a 1 (terceiro triunfo em cinco jogos contra a Seleção em 2014), passou como líder do grupo e, de quebra, mandou a então favorita Rússia para casa. Não é pouca coisa!

Quem é o Irã? É apenas uma boa geração? Desde quando o Irã é grande? Tudo isso é mérito do Julio Velasco, ex-técnico do Irã?

Foram algumas das perguntas que ouvi de bons amigos jornalistas nos últimos dias. E para eles vou responder com este post.

O Irã está colhendo agora um trabalho iniciado 10 anos atrás. Basta recuperar resultados de Campeonatos Mundiais infanto e juvenis para perceber que o time que estava em quadra hoje, em Florença, vem sendo forjado faz um tempinho.

Em 2007, os iranianos foram campeões mundiais infanto-juvenis (sub 19), em competição disputada no México. No time estava, entre outros, o ponteiro canhoto Ghaemi, atual titular da seleção adulta. É da geração 87, como se diz na gíria.

Também em 2007, no Mundial sub 21 (juvenil), a geração de 1989 do Irã foi medalhista de bronze. O terceiro maior pontuador daquela competição foi o central Mousavi, à frente, por exemplo, do oposto brasileiro Wallace, que ficou em quinto nesta lista. E hoje ele é outro titular da equipe adulta do Irã. Só como curiosidade, o italiano Martino e o russo Mikhaylov foram os dois que fizeram mais pontos do que Mousavi na ocasião.

Em 2009, os iranianos foram vice-campeões mundiais sub 19, para jogadores nascidos em 1991. Do time que conquistou o pódio, estava em quadra, por exemplo, o oposto Ghafour, que na quarta-feira marcou 30 pontos na derrota para os russos, no tie-break, e hoje fez mais 23 diante do Brasil. Talvez seja o grande nome do semifinalista da Liga.  Mirzajanpour, ponta titular, também é remanescente daquele time de base. Hoje, teve 14 acertos contra a Seleção.

Dos três mundiais que citei saíram quatro dos sete titulares do Irã.  Zarif, o líbero, Marouf, o levantador, Gholami, o outro central, são de gerações anteriores, nascidos em 1983, 85 e 86, respectivamente. Estavam presentes nos Mundiais de 2001 e 2003, quando o Irã conquistou uma prata e um bronze  no sub-19.  E está formada a equipe que dá calor nas maiores seleções da atualidade.

Acrescente mais um item nesta evolução. Julio Velasco, argentino que estava à frente da fantástica Itália na década de 90, era o treinador do Irã até o ano passado. Pelas mãos deste craque foi se formando um time adulto competitivo, que passou a colocar na cabeça que era possível fazer frente aos gigantes do cenário mundial, ganhando pela primeira vez o Campeonato Asiático.  Velasco saiu para assumir a seleção do seu país, mas o trabalho continuou com o sérvio Slobodan Kovac. E a semente plantada em Teerã, quase dez anos atrás, que foi regada por vários nomes, começa a dar seus melhores frutos.

 



  • Eduardo

    Ótima explicação, Daniel. Muito obrigado pelo artigo.

  • EMERSON GOMES

    Time muito bom. mostra um excelente volume de jogo.

    Mas acredito que chegou ao seu limite. Essa derrota do Brasil hoje, foi para prejudicar a Russia. se tivesse todos os titulares o resultado seria outro.

    • Rodrigo Coimbra

      Será? O Lucas Loh jogou mt bem, para quem estreou hj e o Eder tbm foi bem.

  • Rodrigo

    Eu me perguntava justamente o contrário. Irã sempre no pódio em competições de base, mas nunca aparecia nas competições adultas.

    Achei até que demorou para aparecer!

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