Com susto no segundo set, Brasil vence a terceira na Liga



A terceira vitória do Brasil em três jogos nesta Liga Mundial não foi das mais tranquilas, nesta sexta-feira. 3 a 1, com parciais de 25-20, 21-25, 25-19 e 25-18 sobre a Austrália, em São Bernardo do Campo, desta vez com ginásio lotado.

Brasil no duelo com a Austrália (FIVB/Divulgação)

Brasil no duelo com a Austrália (FIVB/Divulgação)

No domingo, as duas seleções voltarão a se encontrar, às 10h. E certamente os testes na equipe da casa – já classificada para as finais – continuarão. Hoje, a dupla Bernardinho/Rubinho optou por Evandro na saída de rede (Leandro Vissotto jogou a estreia e Wallace foi titular no segundo jogo em BH contra a Sérvia), Lipe na ponta, fazendo dupla com Murilo (antes jogaram Lucarelli/Lipe e Lucarelli/Murilo) e Eder no meio ao lado de Lucão. No levantamento, William, que saiu jogando no domingo passado, foi mantido, assim como o líbero Escadinha, titularíssimo.

E o desempenho do time em quadra foi até consistente no início. O saque entrou, dificultando a vida australiana. Por ser quase time de um atacante só, a equipe da Oceania se viu ainda mais obrigada a usar o oposto Edgar (forte e inteligente para explorar o block) na maioria dos ataques. Ele é acima da média, certamente. Mas é difícil carregar um time nas costas quase sozinho diante de um rival como o Brasil.

O único momento de preocupação aconteceu no segundo set. A Austrália chegou a ter uma cômoda vantagem (16 a 11), se aproveitando de escolhas ruins do Brasil no ataque. A diferença foi caindo, até o empate em 21 a 21, em grande parte graças à virada de bola de Evandro, oposto de 2,07m que vem de uma boa temporada no Japão. Mas um erro de ataque de Lipe, outro de passe de Escadinha… E os “cangurus” empataram.

O terceiro set começou novamente com a Austrália na frente, aproveitando que os erros de saque do Brasil. A opção foi tirar o peso e jogar a responsabilidade para o outro lado. E funcionou. O bloqueio parou alguns ataques australianos (Riad entrou bem), a defesa possibilitou alguns contra-ataques e a virada aconteceu antes do segundo tempo técnico. Destaco um jogador para representar a virada: Murilo. Fez pontos importantes no block e apareceu na virada de bola, em algumas bolas aceleradas por William e também pelo fundo.

No set final, a Austrália endureceu até o primeiro tempo técnico, mas foi sucumbindo aos poucos diante da superioridade técnica brasileira e da força de Evandro (19 pontos), o nome da partida, que aos 33 anos chega para brigar por um lugar ao sol na Seleção neste ano pré-olímpico.

 



MaisRecentes

Evento na Polônia reúne craques históricos do vôlei



Continue Lendo

Um fim de semana para esquecer na Bulgária



Continue Lendo

Raridade: Brasil perde a segunda seguida por 3 a 0



Continue Lendo