Com sobras, deu Brasil mais uma vez



A Seleção Brasileira feminina de vôlei termina a temporada com mais um título. E mais uma vez mostra aos adversários que é o time a ser batido neste ciclo olímpico.

Na última rodada da Copa dos Campeões, 3 a 0 no Japão, única seleção que ainda poderia roubar o título das brasileiras. A chave para a vitória foi o complicado primeiro set, cheio de alternativas, que terminou em 29 a 27.  Daí para frente, domínio total para fechar em 25-14 (esta parcial já garantiu o título) e 25-18.

Jogadora mais regular e da campanha (e talvez de todo o ano), Fernanda Garay fez 16 pontos, cinco deles no bloqueio. Sheilla colaborou com 14. Zé Roberto ainda deu chance para Camila Brait ser titular na vaga de Fabi e deixou Carol Gattaz atuar desde o início do segundo e terceiro sets.

Vencida na véspera de virada pelo Brasil, a Rússia foi a grande decepção da Copa dos Campeões, ganhando apenas um dos cinco jogos. Sim, as russas estavam desfalcadas, mas era para se esperar bem mais.

Excepcionalmente por conta da Copa, minha coluna Saque será publicada nesta segunda-feira no LANCE!. E escreverei mais sobre esta temporada de ouro da Seleção feminina.

 

 

 



  • Jairo(RJ)

    Parabéns ao vôlei feminino brasileiro, vencedor de cinco competições no ano.
    Ciclo olímpico em andamento e trazendo dúvidas para a cabeça do Zé. Nesse momento, podemos dizer que as meninas tem um segundo time, capaz de entrar e dar conta do recado, pois já nos damos ao luxo de poupar “as titulares”.

    Como sempre estamos dependendo da Globo e com isso não vimos a premiação. Pelo que vi no site da FIVB a Fabiana foi a MVP. Foi correta a avaliação da federação? Não posso opinar, pois só conseguir ver o jogo de hoje.

  • Afonso RJ

    É bem verdade que o primeiro ano de um ciclo olímpico é um ano de experiências e renovação. Grande parte dos times de tradição está fazendo isso, como a Rússia e os Estados Unidos. E por conta disso, sempre vai aparecer algum “espírito de porco” que vai tentar desmerecer esse ano praticamente perfeito da seleção feminina, que venceu tudo que disputou e só “cochilou” contra a Bulgária na fase classificatória do Grand Prix (única derrota da temporada). A eles, digo que o Brasil também fez experiências e renovação. Excelente o trabalho da comissão técnica, que não saiu renovando tudo “à la louca”, como muitos queriam, mas foi aos poucos mesclando jogadoras de forma que as novatas sempre pudessem ter o apoio e o exemplo das mais experientes. Assim, ao mesmo tempo que davam chance jogadoras mais novas, conseguiram sempre manter o time competitivo e em altíssimo nível.

    Quanto ao jogo contra o Japão, só queria fazer um comentário: Depois de vencer o segundo set, e assim garantir o primeiro lugar na competição, eu pensei cá com meus botões: Já são campeãs, pra que fazer uma força danada contra um time chato como o Japão, que precisa ter uma paciência de Jó pra botar a bola no chão? Achei que além da proverbial “síndrome do terceiro set”, fatalmente a concentração diminuiria. Por outro lado, as japonesas ainda lutavam pelo segundo lugar, pois se vencessem o jogo terminariam na frente dos Estados Unidos. Além disso o Brasil no momento é “o time a ser batido”. Calculei que o Japão poderia engrossar, vencendo pelo menos um set, ou até mesmo o jogo. Ledo engano. Não sei se o Japão “tremeu”, mas o fato é que nossas meninas não baixaram a guarda e com profissionalismo, autoridade e amor à camisa confirmaram mais uma vitória inapelável. Há muito tempo que não sentia tanto orgulho das meninas. Não foi só porque venceram. Foi também COMO venceram.

    E que bom assistir a partidas de vôlei “de verdade”, com sets de 25 pontos. Pode ser que eu me engane (Deus queira que não), mas daqui a algum tempo ainda vão se lembrar sem a menor saudade dessa experiência malfadada e absurda de sets mais curtos.

    DELENDA EST CARTHAGO
    SETS DE 25 PONTOS JÁ. QUERO MEU VÔLEI DE VOLTA!!!!!!!!!!!!!!

  • daniel

    As melhores jogadoras da competição foram Sheilla, Onuma Sittirak e Fernanda Garay, nessa ordem. Mas o título de MVP para Fabiana vale pelo conjunto da obra.
    O ponto negativo do torneio foi Tandara não ter sido testada.
    Em 2014, o Brasil, muito favorito, disputará o título mundial com Rússia e EUA. Brigando diretamente por medalhas virão China, Sérvia e Cuba. E abaixo, tentando surpreender, Japão, Itália, Turquia, Alemanha e Bulgaria.

  • Caco

    Acho gozado as pessoas falarem que a Rússia estava desfalcada. E o Brasil, não estava? Thaísa (melhor do Grand Prix), Jaque (melhor da final de Londres), Dani Lins (nossa melhor levantadora), Juciely (sempre um bom recurso) e Gabi (a revelação da seleção neste ano). 5 desfalques importantes. Segundo o Marichev, a Rússia estava com 2 desfalques apenas (Kosheleva e Goncharova). Japão apenas não tinha a Ebata. República Dominicana e Tailândia estavam completas. Somente a seleção americana tinha mais desfalques do que a nossa, isso se considerarmos que a Davis voltará para a posição de líbero, o que não acho que faça muita diferença, e Logan Tom e Berg forem voltar para assumirem a posição de titulares, apesar da idade adiantada. Harmotto estava lá, mas não participou de nenhum jogo. Estranho…

    • daniel

      Mas diferente do Brasil, as outras seleções não têm substitutas a altura, por isso caem tanto quando desfalcadas. A Rússia deve vir com Gamova, Sokolova, Kosheleva e Goncharova para o Mundial, e as americanas terão de volta Akirandewo, Megan Hodge e principalmente Destine Hooker. O Mundial não será esse passeio que foi 2013, o que não tira o mérito das conquistas deste ano. 2013 foi o ano do Brasil e ponto. Já 2014 será mais difícil, mas mesmo assim seremos o time a ser batido.

      • Caco

        Concordo. Só disse isso porque não aceito a atitude de alguns brasileiros que sempre tentam desvalorizar as nossas jogadoras e supervalorizam as outras. A Rússia não passou das quartas nas duas últimas Olimpíadas com o time completo e parece uma seleção perfeita na opinião de alguns. A seleção americana nunca venceu um major com o time completo e parece impecável não opinião de outros.
        Me lembro de quantas críticas infundadas as nossas atletas sofreram antes e durante Londres por leitores de diversos blogs. Vencemos, apesar de tudo.
        As “perfeitas americanas” que de fato eram o melhor time naquele momento, perderam de novo. Isso porque já haviam desperdiçado a chance de serem campeãs da Copa do Mundo, com derrotas para o Japão e a Alemanha.
        As “brilhantes russas” haviam jogado um terrível qualificatório para as Olimpíadas, perdendo para Holanda e Turquia, e só se classificaram pelo qualificatório mundial. Pegaram uma chave baba nas Olimpíadas com Algéria, Reino Unido e República Dominicana e muitos diziam aqui, antes das quartas-de-final, que destruiriam as brasileiras.
        Acho que muitos brasileiros esquecem de valorizar o que temos e acham que tudo no exterior é perfeito.
        Também temos os nossos desfalques, mas, mesmo assim, sempre somos competitivos contra qualquer seleção do mundo. Isso é uma grande qualidade. Desde que o Zé assumiu a seleção, completos ou incompletos, somos primeiros ou segundos em quase todas as competições. Nenhuma outra seleção possui esse retrospecto mesmo jogando completa.
        Acho que o fato de outras seleções não contarem com algumas jogadoras, não retira delas a responsabilidade de buscarem um bom resultado.
        Por exemplo, a Rússia estava sem duas importante atletas para a Copa dos Campeões. Isso justifica o fato de terem perdido todos os jogos menos contra a República Dominicana?
        A Rússia possui muitas atletas de bom nível. Podiam ter jogado melhor.

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