Com mais dificuldade, um diferente Brasil vence Porto Rico



Início de trabalho na temporada e rival tecnicamente mais fraco. Cenário ideal para Bernardinho dar ritmo de jogo e testar uma nova formação.

Ele trocou quatro peças em relação à estreia (Marlon, Théo, Gustavo e Sidão), mantendo apenas a linha de passe com Giba, João Paulo Bravo e Escadinha.

E foi nítida a falta de entrosamento desta formação. Pra piorar, o time brasileiro errou muito no ataque, no saque e até no passe, que havia sido quase perfeito na véspera. Esteve atrás no segundo e terceiro sets e poderia ter se complicado.

O resultado foi um jogo mais equilibrado do que o esperado contra a esforçado equipe de Porto Rico, que terminou com parciais de 25-19, 31-29 e 25-23. Mas nada que preocupe no decorrer da Liga Mundial. Em busca do décimo título, nono da era Bernardinho, o Brasil sabe bem o caminho das pedras na competição. João Paulo Bravo, com a mesma regularidade da primeira rodada, marcou 15 pontos e foi o destaque da Seleção novamente.

Por fim, os resultados dos jogos realizados até agora na Liga Mundial:

Rússia 3 x 0 e 3 x 1 Japão (normalíssimo)

Polônia 3 x 0 e 0 x 3 Estados Unidos (Brasil tende a ter trabalho com os dois. Kurek e Priddy são os caras)

França 0 x 3 Itália (normal)

Coreia 3 x 0 Cuba (zebraça)

Portugal 3 x 2 Finlândia (nivelado por baixo)

Bulgária 2 x 3 Alemanha (pequena zebra)

Argentina 0 x 3 Sérvia (hermanos sentiram a pressão)



  • Vitor

    Não acompanhei o jogo todo, mas o pouco que vi destaco o João Paulo Bravo pela regularidade e o Sidão que foi decisivo na reta final. De negativo novamente o Marlon, que desde a semifinal da Superliga não vem atuando bem e alternando bons e maus momentos durante a partida. Logo ele que se destacou por ser um jogador muito centrado e regular. Mas como o passe não estava como ontem, não tem como culpa-lo por esse ritmo lento e preguiçoso da seleção. E o Théo, que não entrou bem ontem e hoje também não fez uma boa partida.
    Mas nesse começo nada mais normal. Ainda mais em um jogo que não exige muito esforço para ganhar.

    Destaque do dia foi o set espetacular entre Polônia e Estados Unidos com parcial de 37-35 para os norte-americanos. Bartman jogou tudo que podia para manter o time polonês no jogo, mas do outro também tinha um Priddy inspirado. Foi um bom jogo.

    E a Bulgária perdendo em casa para a Alemanha foi realmente uma surpresa.

  • Afonso (RJ)

    Jogo horroroso, de nível técnico baixíssimo. Um número enorme de erros de parte a parte. Porto rico “entregou” mais de um set inteiro em erros de saque, ataque, recepção… E o time brasileiro preguiçoso e desinteressado em quadra, além de um certo desentrosamento natural. Vejo isso pelo número de pontos de bloqueio: pouquíssimos por parte da equipe brasileira. Mas, a seleção fez o dever de casa.

    Não assisti ao jogo Polônia x USA, mas o resultado me surpereendeu. A fragilidade da recepção e levantamento americano ontem me fizeram prever mais uma vitória polonesa hoje. Estava redondamente enganado. Será que a equipe polonesa entrou sonolenta e desinteressada assim como a equipe brasileira, e foi surpreendida?

    Tem algo errado em ganhar um jogo por 3×0 e no dia seguinte perder pelo mesmo placar para a mesma equipe. O vôlei é um jogo de poucas “zebras”, e quase sempre o melhor vence. Uma discrepância dessas em menos de 24hs no meu entender deve ter sido mais por motivos psicológicos que técnicos. Quem viu o jogo de hoje me corrija se eu estiver errado.

  • Rafael

    Não vi os jogos. Pena!
    Bom saber da regularidade do JPBravo e do bom retorno do líbero Serginho.
    Jogar contra time fraco é complicado mesmo. Dá preguiça e só se joga o suficiente pra não perder. O rodízio entre os levantadores continuará? Espero que sim. Quero ver o Wiliam e o Rapha, além do ótimo oposto Wallace em quadra.
    De resto, bom fim de semana a todos do blog.

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