Com Lorena, Ricardinho “revive” parceria famosa com um outro canhoto



Ricardinho e André Nascimento fizeram na Seleção Brasileira uma das parcerias mais afinadas que já vi entre um levantador e um oposto nos últimos tempos.

Os dois canhotos pareciam ser feitos um para outro. Tempo de bola, velocidade, precisão… Em várias conquistas da era Bernardinho a dupla desequilibrou, mesmo com Canha não sendo um oposto clássico, com altura e força de um europeu.

E vejo sintonia parecida na parceria de Ricardinho com Lorena.

O “maluco beleza”, como alguns torcedores de Araçatuba o apelidaram, soma 443 pontos e lidera esta estatística da competição. É quem mais marcou pontos no ataque até agora (384). Em aproveitamento, ele ocupa o nono lugar, com o ingrato título de ser quem mais errou entre os melhores do ranking (149). Essa regularidade é o que falta para Lorena ser mais valorizado no mercado nacional.

Lembro de tê-lo visto pela primeira vez no início da década passada, em um jogo entre Santo André e Palmeiras, em Guarulhos. Na temporada 2002/2003, foi o maior pontuador da Superliga e passou a chamar a atenção de grandes clubes. Aí partiu para o sonho europeu, se destacou na França, passou pela Itália e voltou a ser protagonista no país na campanha do Montes Claros, no vice-campeonato da Superliga. Está mais amadurecido, certamente, mas mantém as características daquele menino com cabelo meio despenteado, que adorava cravar bolas na linha dos três no aquecimento.

Com essa dupla afinada, o Vôlei Futuro pode sonhar, sim, com o título da Superliga.



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