Com Giba estranho, Sada/Cruzeiro vence e vai duelar com o Vôlei Futuro



O Pinheiros/Sky, nos detalhes, perdeu a chance de levar o playoffs com o Sada/Cruzeiro para o terceiro jogo. Em casa, derrota  por 3 sets a 1 (30/28, 22/25, 25/23 e 28/26), em partida que teve o oposto mineiro Wallace como maior pontuador (22 acertos) e melhor em quadra.

O que mais me chamou a atenção foi o semblante de Giba, principal jogador do time. Em nenhum momento ele pareceu estar com “sangue nos olhos”, uma expressão que cai bem para um jogo decisivo. Não era o mesmo Giba de sempre, que costuma contagiar os companheiros com vibração, que vira as bolas importantes e faz diferença.

Foram 14 pontos marcados, terceiro melhor do time, atrás de Léo (18) e Gustavo (17). Ser bloqueado no ponto final foi um desfecho triste para a atuação  de um dos melhores do mundo de todos os tempos. Se o Pinheiros/Sky tivesse o Giba de sempre, certamente teria forçado o jogo final das quartas contra os mineiros.

O Sada/Cruzeiro, que não tem nada a ver com isso, provou ser o time mais regular da Superliga, principalmente no passe. Serginho, Léo Mineiro e Filipe formam um trio sólido, consistente e que faz Willian ter, quase sempre, a bola na mãos para distribuir com muita inteligência o jogo. Vejam só: o oposto Wallace anotou 21 pontos no ataque. Os centrais Acácio e Douglas Cordeiro, somados, fizeram 22. E vários destes ataques foram com bloqueio simples, já que o Pinheiros/Sky, em vários momentos, teve dificuldade para ler Willian.

Na semifinal, um confronto interessantíssimo contra o Vôlei Futuro. Para quem vinha aos trancos e barrancos na primeira fase, eliminar a vice-líder e atual campeão Cimed, em dois jogos, é uma tarefa que merece aplausos.

Ricardinho, eleito o melhor em quadra na sexta-feira, é uma atração à parte. Dá gosto vê-lo jogar. Lucão voltou muito bem após a fratura na mão. Na sexta, fez quatro aces, melhor desempenho em um fundamento na partida. Leandro Vissotto é o homem de segurança para as bolas mais complicados e os coadjuvantes começam a aparecer.

O ponta Dentinho, que durante a Superliga se revezou com o cubano Iznaga como titular, foi o maior pontuador do jogo com 14 acertos. No ataque, virou 12 de 15 bolas, um fantástico aproveitamento. Michael também vem em uma crescente e o cubano Oreol Camejo é um talento bruto, com muita força física e que pode fazer a diferença a qualquer momento.

Que comecem logo as semifinais!



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