Com direito a grande virada no 2º set, Brasil detona a Rússia



Uma vitória para mostrar que a liderança e a invencibilidade no Grand Prix não são obra do acaso. Neste sábado, no Ginásio do Ibirapuera, o Brasil venceu a Rússia por 3 sets a 0, parciais de 25-15, 25-21 e 25-17. Agora são 15 pontos, com cinco vitórias em cinco jogos, já tendo enfrentando ainda China e Itália, outras duas candidatas ao título. Falta apenas os Estados Unidos, rivais deste domingo, novamente às 10h, na capital paulista, no encerramento da segunda etapa da competição.

Zé Roberto orienta o time (Divulgação/FIVB)

Zé Roberto orienta o time (Divulgação/FIVB)

No primeiro set, Yury Marichev, técnico da Rússia, parece que tentou esconder o jogo, deixando a oposto Goncharova, a levantadora Starseva e a central  Podskalnaya no banco de reservas. Escondeu tanto, que não achou o jogo. As russas não foram sombra do temido e respeitado time que são, perdendo por 25 a 16. Foram atropeladas por um Brasil impiedoso, que anotou sete pontos de bloqueio, contra apenas um do rival. Individualmente, a Seleção contou com uma ótima atuação de Fabiana (sete pontos, cinco deles no ataque) e com a regularidade de Sheilla, Thaisa e Fernanda Garay, com quatro acertos cada.

Quem estava no Ibirapuera deve ter pensado: Vou sair daqui mais cedo para almoçar. Mas Marichev tinha outros planos e resolveu colocar suas principais peças em quadra, voltando para o segundo set com Goncharova e Podskalnaya, além da ponta  Shcherban. E aí Brasil x Rússia se transformou verdadeiramente em Brasil x Rússia.

O saque  das europeias passou a incomodar bastante o passe de Jaqueline e Camila Brait, fazendo o desaparecido bloqueio russo dar as caras. E o jogo virou. As russas chegaram a ter sete pontos de vantagem (11 a 4). Zé Roberto parou o jogo, deu uma bronca no time, inverteu o 5-1 com Tandara e Fabíola… A diferença diminuiu e poderia ter ficado igual antes do segundo tempo técnico (13-16), caso o Brasil não tivesse desperdiçado tantos contra-ataques. O empate (19 a 19) aconteceu com a entrada de Natália no saque e dois pontos seguidos de Thaisa no bloqueio, com a virada saindo na sequência, com de um erro da levantadora Kosianenko, ao tentar atacar uma bola. À frente no marcador, o Brasil aproveitou a empolgação da torcida no Ibirapuera para manter a vantagem e fechar em 25-21, com um saque de Jaqueline. A central Thaisa, com nove pontos na parcial (seis de ataque e três de bloqueio), foi o destaque brasileiro.

O terceiro set começou equilibrado, sem que os times conseguissem abrir vantagem. Mas a Rússia começou dar uma forcinha para aqueles que queriam almoçar mais cedo, errando alguns ataques. O Brasil, que parecia estar com fome, não bobeou, abrindo oito pontos (13 a 5). Daí para frente bastou administrar, mesmo com uma aproximação russa, para fechar em 25 a 17.

“As Torres Gêmeas” Thaisa e Fabiana lideraram o Brasil na pontuação, com 15 e 13 acertos, respectivamente. E foram decisivas para a surra verde-amarela no bloqueio: 14 a 7. Sheilla, que “estreou” no GP contra a Coreia (http://blogs.lancenet.com.br/volei/2014/08/09/seja-bem-vinda-sheilla/), também foi importante, com 13 pontos.



  • Willker

    Que orgulho dessas meninas. As vezes, acho que pessoal cobra demais delas achando que elas não tem o direito de errar.
    Importante ressaltar como joga essa Thaisa. É uma jogadora monstruosa em todos os fundamentos.
    De resto o mundial vai ser tenso. A volta da Gamova com certeza vai fortalecer e muito a Rússia. E espero que o Brasil esteja priorizando a forma física para chegar no seu ápice no Mundial.

  • Lilika

    Rússia não está com todas as peças prováveis que estarão no mundial, mesmo assim nossa seleção, que parou a Kim ontem, hoje foi a vez de “botar medo” na Kosheleva e Goncharova (pelo amor além de ser boa jogadora, tem uma beleza que, sem comentários rs – Rússia honrando as tradições); o trabalho da nossa seleção continua sendo bem feito, é torcer para derrotarmos as norte-americanas amanhã e esquecer dos amistosos rs.

  • Juliano

    Tangorda levou no pé, como sempre. Ela não consegue fazer o que a Sheila faz. A Sheila recebeu muita jaca, e não forçou tanto, pois pelo menos jogava na quadra adversária, coisa que Tandara não faz. Ainda um pouco abaixo do esperado, Sheila está crescendo. Ela, que ficou eternizada pela pipe contra as russas em Londres, não conseguiu nenhum ponto no meio fundo, salvo engano. Tá difícil, mas ela está voltando.

    Natália está entrando bem no saque. Isto é bom. Mais pra frente, quando o Brasil já tiver pontos que consolidam a classificação para a próxima fase, o ZR vai colocá-la para jogar, e aí é a hora de reunir toda a confiança para jogar. infelizmente, ZR não a coloca como oposto, o que acho triste, considerando o grande rendimento que a Natália tem na função.

    Jaque está voltando, então a gente “perdoa” os erros de recepção. Mas a Rússia conseguiu uma forma de sacar nela que acaba prejudicando o passe. É bom o ZR ficar de olho para treinar este tipo de saque na Jaque, porque todos os outros times vão começar a usar isto.

    Superada este pane de recepção, voltou o rolo compressor outra vez. Mas mais pra frente não será fácil para o Brasil. A Rússia, assim como o Brasil com a Sheila, está recuperando Goncharova. Ela já jogou muito melhor do que as partidas anteriores, deixando a Malykh bem apagada. Então a coisa vai pegar fogo. Fora que há ainda a formação guardada de Goncharova e Kosheleva nas pontas com Malikh de oposto. O passe não será um primor, mas já não está sendo mesmo…. O ataque, por sua vez, vai crescer muito. Sem contar o bloqueio.

    Aquela central atrapalhada jogou muito. Melhor jogo dela que eu já assisti. Melhorou o ataque e começou a pegar por cima, e não tão encurvada como antes. Kosianenko faz toda a diferença nas bolas de primeiro tempo, mas com Gamova a Startseva reinará, pois a Gamova garante virada, então não há tanta preocupação com distribuição homogênea.

    Fabiana está muito bem, mas ainda a acho um pouco abaixo do que fez nesta Superliga. Thaísa está excelente, e a gente sabe que Fabiana pode subir um pouco mais o seu nível.

    Dani Lins deu umas pecadas boas de contra-ataque. Amanhã isto não pode acontecer.

    Amanhã será o verdadeiro teste para a recepção. Vamos ver.

    Bora Brasil que a gente ainda chega no nível Pequim este ano. Aliás, até um pouco acima disto, pois o time tem tudo para virar um monstro na defesa, mais do que já é.

    • Brasileiro

      Do jeito que vc fala, parece até que o Brasil não jogou bem e a Rússia é que facilitou. Não. A Rússia tinha Tatiana Kosheleva, Natália Goncharova, Malick, Zariazco… E o Brasil já ganhou da Rússia com Gamova e Sokolova. Quem tem que se preocupar são elas, pois o Brasil tá crescendo muito e tá cada vez mais parecido com o time de 2008.

  • Marcelo

    O Brasil é o melhor time, simplesmente porque tem duas meios de rede que são as verdadeiras bolas de decisão. Isso faz com que as nossas outras jogadoras de ataque estejam quase sempre com bloqueio simples ou quebrado. Esta é a realidade. Quando o bloqueio está duplo, percebemos claramente que as atacantes (talvez com exceção da Garay) teem dificuldade pra virar, sendo bloqueadas ou defendidas.
    Assim, nossas atacantes de ponta tem uma realidade que nenhum time tem. Temos que rezar pras “torres gêmeas” não machucarem. Se isso acontecer, adeus…

    • Mauricio Anonimo

      Cara, concordo que o Brasil é o melhor time, mas não por causa de A B ou C, somos o melhor time porque temos as melhores jogadoras. Nossas ponteiras dão o suporte para que a levantadora possa escolher a melhor opção no ataque. Nossas centrais são cirúrgicas, e bloqueiam muito. Sheila apesar de não estar no seu melhor (longe disso) é uma grande jogadora, muito técnica e participativa. Fe Garay e Jaque são ponteiras que se completam e acho que podemos colocá-las entre as cinco melhores do mundo, Brait dando conta do recado e evoluindo a cada jogo agora que está sem a sombra de Fabi. Dani Lins muito tranquila na distribuição. Além de nossas reservas estarem sendo efetivas “quando” acionadas. Enfim esse é o segredo do Brasil, um time das melhores!

  • carlos antonio pereira

    Ele ainda não tem o time titular definido sendo que Goncharova e Startseva tem bancado em vários jogos. Na maioria dos jogos Malhyk e Kosianenko tem rendido mais. Acho esse time russo o mais fraco desde muito tempo. As ponteiras são altas , ruim de passe e nenhuma delas é uma atacante excepcional. O treinador optou por investir na renovação total das centrais e todas elas são bem promissoras . A tendencia é que Zariaskho e Shlyakhovaya sejam titulares e tendem a render muito ainda. Provavelmente a Kosianenko seja a levantadora mais talentosa que a Rússia revelou em muitos anos . É habilidosa e gosta de jogar com as centrais ; pena que as ponteiras sejam fracas e o time jogue sempre com passe b e c. A única esperança do time é que a Gamova jogue na seleção tudo o que jogou pelo Kazan . O time Brasileiro está redondo e as centrais são o ponto mais forte do time . No geral o nível no feminino está tão baixo que os jogos estão bem pouco empolgantes.

  • Gostaria de saber porque nenhum site em suas páginas esportivas estão mostrando a tabela e classificação do Grand prix feminino onde o Brasil vem dando um banho de Voleibol.

    • cristiane

      Porque eles só querem mostrar as derrotas! em Julho a Folha de São Paulo escreveu que a seleção de volei esta caindo aos pedaços porran! se esta caindo o que é estar bem né? Tudo isso faz parte da péssima imprensa brasileira!

  • Aline

    O maior ponto fraco da Coreia é o péssimo levantamento. Não sei como uma MVP como a Kim aguenta jogar com uma levantadora tão medíocre!
    Essa tal de Lee Dayeong é a pior levantadora que eu vi jogar nesse GP, a Kim é única que consegue virar as bolas dela e,mesmo assim, se contorcendo toda.
    É um vexame para a Coreia ter uma levantadora tão ruim, ainda mais pq é tradição do vôlei asiático revelar boas levantadoras como Takeshita do Japão, Tonkom Nootsara da Tailândia, Feng Kun da China e Marouf do Iran.
    Bela partida da Sheilla, tanto contra Coreia como contra a Rússia. A Sheilla não tem que provar nada a ninguém.
    Acordem Brasil não é Coreia, onde uma jogadora só pontua.
    Brasil não é uma seleção onde a oposto tem que pontuar muito. Isso pq centrais e ponteiras contribuem muito no ataque e bloqueio.
    Goncharova Obmochaeva ridículo tentou começar a gritar, mas o bloqueio brasileiro calou a boca dela e a pôs no seu devido lugar!

  • Aline

    Com Gamova esse time da Rússia é diferente, sem Gamova, não vai longe…
    Daniel, acabei de assistir ao jogo Brasil Kirin 3×0 Santo André. O Brasil Kirin, que acabou de ser Campeão da Copa São PAulo vencendo o SESI na final, não teve dificuldades para derrotar o Santo André hoje pelo Campeonato PAulista. Excelente partida de Sandro, Gustavão, João Paulo Bravo e Wallace Martins, todos esses quatro jogadores tem nível suficiente para estar na seleção brasileira. Admiro muito o estilo de jogo do João Paulo Bravo, Capitão do Brasil Kirin, ponteiro clássico e eficiente.

    • klaus

      O mais legal do jogo foi ver o Gustavão sacando viagem.Finalmente ele mudou o jeito de sacar.Com toda aquela altura é um desperdício não ter esse tipo de saque.

  • Edu

    Uma apresentação de rainha de Thaisa.Quem conhece o potencial dessa jogadora sabe que ela joga uns 70% do que é capaz.Faz tempo que não vejo uma jogadora brasileira, principalmente uma central, engolir uma Russia em processo acelerado de renovação.Mas com duas atletas nas listas das mais bem pagas do mundo.Garay é um primor que tem se dedicado a evoluir cada vez mais tecnicamente e fisicamente.Riscou o comodismo de seu vocalbulário. Brait acertou o jeito e fez defesas espetaculares.Recebeu um elogio público da maior de todos os tempos e a nova comentarista da Rede Globo, Fabi.”Ao vê-la jogar nos treinamentos, achei a lucidez que me faltava em optar pela minha aposentadoria da seleção”.Tandara recebeu bloques e é uma jogadora pesada(mais de 90 kg, em sua ficha na CBV) mas nenhuma jogadora realmente comprometeu mesmo com alguns deslizes da Dani e umas imprecisões da Jaqueline na recepção.Sheilla teve uma atuação apagada,eufemisticamente, fraca, de novo e de forma mais frequente.A lamentar, de fato, mais uma revelação Lucio de Castro que os familiares do Ari Graça são costumeiros prestadores de serviço da CBV sem nenhuma concorrência pública.Se na quadra tudo parece se encaminhar melhor, nas salas administrativas a situação e de constrangimento.

  • NOVA GERASÃO DO BRASIL

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