Com 41 pontos de oposto, Bélgica vence “Série B” e está nas finais do GP



Depois de Japão (país-sede), Brasil e China, a Bélgica é a quarta seleção classificada para as finais do Grand Prix.

A grata surpresa saiu da “segunda divisão” do torneio. Neste sábado, a vaga foi sacramentada com a vitória sobre a Holanda, no clássico dos Países Baixos, no tie-break, parciais de 20-25, 25-23, 25-23, 25-27 e 15-10.

Van Hecke encarando o bloqueio holandês (FIVB/Divulgação)

Van Hecke encarando o bloqueio holandês (FIVB/Divulgação)

E a classificação se deve, em grande parte, à atuação da oposto Lise Van Hecke, jogadora de 22 anos e 1,86m. Ela marcou incríveis 41 pontos, sendo 39 deles de ataque. Ela ficou a dois de bater o recorde da coreana Kim, obtido na partida contra a Rússia, na semana passada, no Ibirapuera.

Durante a campanha belga na “Série B” do GP, Van Hecke havia somado 205 pontos até este jogo, com 174 acertos no ataque, 21 no bloqueio e dez no saque. Ela também tinha o segundo lugar entre os melhores aproveitamentos de ataque, com 42,5%.

Outros números que devem ser levados em consideração por brasileiras, japonesas e chinesas. O saque belga marcou 15 pontos no jogo, uma estatística impressionante também. Dirickx foi uma das sete atletas a pontuar no fundamento, tendo quatro acertos.

A Bélgica termina esta fase classificatória do GP com 11 jogos (oito vitórias e três derrotas – uma para a Polônia e duas para a Holanda). E com a certeza de ter se vingado das vizinhas holandesas no confronto mais importante.

 

 



  • perseverant

    A Bélgica é um time certinho, muito bem montado. Penso que deve dar trabalho nas finais do Japão ou no Campeonato Mundial. A Lisa Van Hecke já era craque desde as categorias de base.

  • JR

    Vai ser mto interessante ver um confronto desse time contra o Brasil e ver a Van Hecke em ação.
    E é mto bom para o vôlei que surjam novas forças como elas, q tb foram bronze no ultimo Europeu.

    No jogo de hj a Hecke recebeu 91 bolas, teve quase 43% de aproveitamento no ataque. Nada mal hein…

  • Paulo

    5 confrontos no ano, 5 vitórias da Holanda, aí chega no jogo mais importante… Não dá para entender a Van Hecke receber tanta bola, diferente de Coréia do Sul, a Bélgica tem outras jogadoras talentosas e com experiência internacional, é muita responsabilidade para uma jogadora só.

  • Jogadora muito carismática e linda, ela é da mesma geração da Caterina Bosseti, Samara, Gabiru e Diouf, foi inclusive destaque na seleção do campeonato da categoria da época, agora vemos a evolução, a Caterina Bosseti está muito atrás hoje, e na época era a MVP, a nossa Gabi que joga no Rio hoje, é melhor que a Caterina, que ainda é muito insegura.
    A Lise Van Hecke joga no Piacenza, e pra mim foi uma surpresa ela ter feito tantos pontos, creio que é a melhor jogadora atualmente de sua geração, mas a Holanda deve ter mostrado sua fraqueza, pq tantas bolas concentradas em uma única jogadora, e definitivamente ela ainda não está no nível de um Kim ou Gamova.
    A Holanda não deve ter jogado bem.

    • Paulo

      Não apenas a Bosetti está atrasada né? De toda a geração brasileira 92/93 finalista do Mundial U-20 (Sthefanie, Francynne, Juliana Carrijo, Carol Won-Held, Isabela Paquiardi, Bia, Samara, Pri Heldes, Gabi, Marjorie, Sonaly e Thais Bruzza), qual dessas têm bola para disputar uma vaga na seleção principal? A maioria não consegue nem ser titular em uma equipe pequena.

  • Rômulo

    A Holanda estava fraquíssima na recepção e na marcação de bloqueio na Van Hecke. A Dirickx, levantadora belga, jogava mil pipes pra Van Hecke e a maioria passava tranquilamente. As ponteiras da Holanda são boas no ataque (principalmente a Buijs), mas acabam devendo demais na recepção – tanto que levaram 15 aces. Estavam ganhando de 9 a 6 no tie-break e levaram uns 5 ou 6 pontos seguidos no final numa passagem de saque da Coolman. Em outra passagem, a Aelbrecht deitou e rolou.

    O problema da Bélgica, mesmo passando pra elite do GP, continua sendo a instabilidade na recepção/defesa e no ataque das ponteiras. A Leys, uma delas, só veio marcar o primeiro ponto de ataque no tie-break. A Rousseaux ainda conseguiu fazer alguma coisa e a Vandesteene, uma das reservas, só atrapalhava. Se elas conseguirem um pouco mais de potência e estabilidade (como tinham até ano passado, quando tiraram o time veterano da Polônia com Glinka e Werblinska do Mundial), ficam melhor ainda e não precisariam sobrecarregar tanto a Van Hecke como aconteceu durante todo esse GP.

  • Juliano

    Todo mundo apostando na Holonda, e a Bélgica vai lá e cala a boca da maioria. Porém, o da Holanda é muito jovem, ou seja, voltará mais forte nas próximas temporadas.

    Confesso que só assisti ao primeiro set. Não tive paciência. Muito erro de recepção dos dois lados. Quando um sacava, ficava na frente. Quando o outro sacava, recuperava a diferença.

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