Colunista convidado – Mari: “Voltando para casa”



Mais um texto escrito especialmente para o blog. Desta vez, a autora é Mari, ponta que está voltando ao Molico/Osasco. Confira o texto escrito por ela:

Depois de sete anos jogando pelo Brasil e pelo mundo estou de volta ao clube onde me consagrei. Foi em Osasco que comecei a escrever minha história no voleibol e ainda com 17 anos me profissionalizei. Enquanto estive aqui conquistei três Superligas e fui tetracampeã paulista. O sentimento é de estar “ voltando pra casa” depois de sete anos de aprendizado.

É evidente que nesta caminhada de sete anos ganhei muita bagagem no voleibol, amadureci, fiz amizades, tive lesões, decepções, mas tudo valeu a pena para chegar até aqui.

Hoje, ao 30 anos, quase 31…rs, me sinto mais madura como atleta, sei o que preciso e o que posso fazer. A vida de atleta é extremamente gratificante, mas tem uma rotina dura e muito difícil. Todo atleta de alto rendimento aprende a viver se superando e no limite. Tem dores diárias e acaba se acostumando a conviver com elas, precisa ter cuidados rotineiros com seu corpo para estar sempre em forma,e, além disso, tudo, precisa ter muito amor pelo que faz.

A grande verdade é que a conquista de títulos faz com que todo seu esforço seja recompensado, é isso que move o atleta. Sentir aquela energia, as pessoas torcendo, aquela adrenalina…. É preciso saber aproveitar cada dia, cada treino, cada bola, cada jogo para não se arrepender de algo que poderíamos ter feito. O atleta é isso…

Mas só o atleta? Acredito que isso também sirva para a vida de todos aqueles que desejam alcançar o sucesso no trabalho ou na profissão que exercem. Nada se conquista sem dedicação e sacrifício. Ninguém chega ao topo a toa.

Me sinto feliz em ter feito muitas coisas pelo voleibol e, mais feliz ainda, em fazer parte dele até hoje. Espero ter deixado um pouco da minha experiência para quem ama o esporte e a vida, assim como eu. Nos só colhemos o que plantamos, sementes ruins aparecem no caminho de todos, mas elas logo secam e morrem, só depende de qual semente regaremos mais.



MaisRecentes

Vaivém: “Livre”, Thaisa seguirá atuando no Brasil



Continue Lendo

Jaqueline chega ao Japão para substituir Drussyla



Continue Lendo

Vaivém: Abouba espera aproveitar chance da vida no EMS/Taubaté



Continue Lendo