Colunista convidado – Larissa: “De volta às areias”



A seção está de volta em um momento especial para o vôlei de praia brasileiro. Larissa retomará a carreira que havia interrompido.

Abaixo, o texto escrito por ela antes da reestreia:

Essa semana voltarei ao lugar onde construí uma história vitoriosa. Quando entrar em quadra para a disputa da etapa de Haia do Circuito Mundial, estarei voltando a fazer uma das coisas que mais gosto: jogar vôlei de praia. Foi graças a esse esporte que conquistei tudo que tenho hoje. Foi em quadra que aprendi a me formar como atleta e pessoa. Por isso, voltar a jogar será um momento especial.

Foram longos anos rodando o Brasil e o mundo para jogar. Muitas alegrias, algumas tristezas, mas acima de tudo uma certeza: Sempe dei o meu melhor. E é exatamente isso que quero continuar fazendo daqui pra frente. Muita gente pode se perguntar por que voltar depois de um ano e meio parada, o que me motivou. Claro que a chance de disputar a minha terceira Olimpíada no Brasil é um grande incentivo. Mas, mais do que isso, sou movida a desafios. E poder voltar a jogar formando um novo time será um grande desafio.

Parei um ano e meio para cuidar da minha vida, para me dar um tempo. Pude estar mais ao lado da minha família, dos meus amigos, cuidar do meu casamento. Tudo isso era preciso. Depois de tanto tempo focada na minha profissão, era hora de cuidar um pouco de mim. Mas em todo esse tempo era sempre questionada se voltaria a jogar. Acho natural essa pergunta, ainda mais com os Jogos de 2016 se aproximando. Mas, estava tão realizada com a minha decisão que não pensava no retorno.

O tempo foi passando, continuei frequentando o ambiente do vôlei de praia, e com tanta gente me questionando passei a pensar também sobre o assunto. Foi quando veio o convite da Talita: Ela me perguntou se eu pensava em voltar, e disse que tinha vontade de jogar comigo. Pronto, era o desafio que eu precisava. Lutar para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio, e formar um novo time para buscar de novo tudo aquilo que eu construí anteriormente era o estímulo que eu precisava para tomar a minha decisão.

Me programei, comecei a me preparar novamente. Nenhum retorno é fácil, ainda mais com a formação de um novo time. Mas, cada dia desde que tomei essa decisão só tem me mostrado o quanto fiz a escolha certa. Estou realizada. Estou sentindo de novo aquela vontade de dar o máximo e buscar os meus objetivos dentro de quadra. Comecei a treinar, reuni novamente a minha comissão técnica, e finalmente pude treinar ao lado da minha nova parceira. Já admirava a Talita como jogadora, afinal foram longos anos tendo duelos incríveis com ela do outro lado da quadra. Mas, nesse pouco tempo que estamos juntas, só aprendi a respeitar ainda mais ela. Excelente profissional, dedicada e, acima de tudo, uma pessoa que topou esse desafio de forma completa. Se mudou para Fortaleza, se mostrou uma pessoa tão focada quanto eu, e estamos cada dia mais certas de que esse é o caminho.

Claro que essa estreia será diferente. Estamos ainda buscando o entrosamento do nosso time. Mas, tem maneira melhor para acelerar esse processo do que jogando? Por isso, vamos entrar em quadra, já nesse primeiro torneio, com a cabeça que queremos ter em todos os outros. Vamos sempre buscar dar o nosso melhor, sempre buscar o primeiro lugar. Nosso histórico pesa sim, mas favoritismo se constrói é dentro de quadra. Quero fazer uma nova história, construir os resultados e buscar esse respeito das adversárias pelo que vamos fazer daqui pra frente. E quero muito, com tudo isso, não só representar o Brasil em 2016 como conquistar a tão sonhada medalha de ouro. Afinal, não terá nada mais especial do que conquistá-la ao lado dos meus familiares, amigos e da torcida brasileira que sempre me apoiou.



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