Coluna: A velha discussão sobre transmissão



A Coluna Saque deste domingo, 12 de fevereiro, é sobre um tema recorrente no vôlei brasileiro: a eterna insatisfação sobre transmissão dos jogos.

A transmissão de partidas da Superliga foi o tema da semana no vôlei brasileiro. De um lado, os irmãos Murilo e Gustavo Endres, “representando” atletas e times. De outro, a CBV e emissoras com direitos.

O assunto, tema de vários textos neste espaço e no blog nos últimos anos, foi retomado na quinta. Murilo, jogador do Sesi, anunciou em seu Twitter a transmissão da partida contra Montes Claros pelo canal do clube no YouTube. Pouco depois, o ponta voltou a escrever na rede social, avisando que uma notificação enviada ao clube proibia a transmissão. ”A transmissão seria boa pra todos! Mas eles só olham pro próprio umbigo“, escreveu entre outros posts. O irmão Gustavo, dirigente do Lebes/Gedore/Canoas, reforçou as críticas, ao reclamar da ausência de transmissão na 5 rodada da Superliga “Fico realmente triste por ver que o nosso tão vitorioso e popular esporte não é tratado como devia”.

A CBV divulgou uma nota oficial sobre o tema. Disse já ter, até aquele momento, 78 transmissões de partidas feitas por SporTV e RedeTV. E explicou a transmissão por outras mídias: “A CBV não proíbe as transmissões por internet, apenas, por motivos contratuais, somente pode autorizar transmissões pelos clubes em nossa página do Facebook ou em nosso site. Estas transmissões por internet devem obedecer a um padrão de qualidade compatível com o produto voleibol brasileiro. O atendimento a este padrão de qualidade é fundamental para a valorização do produto, o respeito a nossos patrocinadores e ao próprio público, e evitar que transmissões tenham nível técnico insuficiente. Por força de contrato com os detentores de direito de transmissão por televisão, os jogos pela internet devem ser exibidos nos canais de comunicação da CBV, que já franqueou aos clubes esta possibilidade, desde que atendidos os requerimentos técnicos”.

Minha opinião sobre tudo isso: os dois lados têm razão. É preciso encontrar uma forma de aumentar a exposição da Superliga, consequentemente dos patrocinadores que sustentam o negócio. Ligas do exterior e a própria Federação Internacional usam cada vez mais as transmissões via internet. Porém, um mínimo de padronização é essencial. Soube que a CBV chegou a negociar, no ano passado, com uma instituição de ensino e uma rede social gigantesca formas de mostrar os jogos. Uma representaria a mão de obra, a outra será a “transmissora”. As negociações não foram fechadas, mas ainda existem portas abertas para novos papos.

Creio que os clubes deveriam se engajar mais em discussões deste nível. Principalmente em temas que são positivos para toda a cadeia produtiva do esporte.



MaisRecentes

Sesi joga melhor, bate Sada/Cruzeiro e fatura Supercopa



Continue Lendo

Seleção do Mundial não premiou destaques da final



Continue Lendo

Título coloca a Sérvia no topo após frustração olímpica



Continue Lendo