Coluna: Uma Superliga 100% transmitida



“O jogo terá transmissão?”

Basta um rápido giro pelas redes sociais da Confederação Brasileira de Vôlei para se deparar com tal pergunta dos seguidores em quase todas as postagens da entidade, em todos os campeonatos envolvendo clubes, seleções e categorias de base.

Para acabar em parte com os questionamentos a CBV planeja ter, na temporada 2019/2020, todos os jogos da Superliga transmitidos, seja por canais de televisão aberta e fechada ou pela internet.

O anúncio foi feito na última quinta-feira, no lançamento da Superliga feminina, por Renato D´Ávila, gerente de competições da CBV.

Na atual temporada, os jogos são transmitidos pelo SporTV (TV fechada), Gazeta (TV aberta – a partir do próximo mês), Globo Esporte (internet) e Canal Vôlei Brasil (streaming da CBV, na plataforma da TV Nsports).

Em algumas rodadas da atual Superliga masculina, a entidade já tem conseguido chegar perto da meta de 100% dos jogos transmitidos. Na terceira rodada, neste último fim de semana, dois seis jogos realizados apenas um (São Judas x Fiat/Minas) não foi mostrado. Nos demais, um foi exibido pelo SporTV (Corinthians x Sesc), um pelo GE.com (Sada/Cruzeiro x Copel Telecom Maringá) e outros três no Facebook da CBV (São Francisco Saúde/Ribeirão x Vôlei UM Itapetininga, Vôlei Renata x EMS/Taubaté e Caramuru x Sesi).

O regulamento da principal competição nacional também permite aos clubes, desde que cumpram uma série de requisitos técnicos, a transmissão dos próprios jogos.

tecnologia

CBV quer transmitir todos os jogos da próxima Superliga (Divulgação FIVB)

Julgo inevitável o caminho da diversificação de parceiros e plataformas de transmissão para democratizar o esporte. Tal cenário no vôlei é possível pelas mudanças recentes no contrato da Globo, que detinha todos os direitos. Como a diminuição do valor pago pela emissora na última renovação, alguns vetos caíram.

Gosto de lembrar, em algumas conversas sobre a velocidade das mudanças no mundo da comunicação, que exatamente dez anos atrás cobri a Olimpíada de Pequim sem celular. Mas carregava para cima e para baixo, na China, laptop, gravador de voz, uma pequena câmera de TV… Hoje os smartphones se transformaram em essenciais para o dia da dia profissional e pessoal de muitos de nós. Posso cumprir todas as minhas obrigações no trabalho apenas com esse aparelho.

O esporte precisa acompanhar tal mudança. E o vôlei faz bem em planejar uma meta ambiciosa para a próxima temporada.

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