Coluna: Uma Copa de lições para o Brasil



Pessoal, segue a coluna publicada hoje, dia 4/12, no LANCE!. Muitas destas linhas valem após a classificação para a Olimpíada, garantida após o 3 a 0 sobre o Japão. No fim, o Brasil superou a Itália nos sets average, por uma margem bem pequena.

Uma frase do levantador Bruninho resume bem a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Japão:

– Sabemos que não estamos fazendo uma Copa como esperávamos, mas estamos na briga pela classificação e isso é o mais importante.

Nesta manhã, o Brasil encerra sua participação contra os donos da casa, que venceram apenas dois dos dez jogos que disputaram. Prato cheio para que a Seleção ganhe e carimbe o passaporte para a Olimpíada de Londres, no próximo ano, algo já feito por Rússia e Polônia. Mas a vaga, última em jogo na Copa, se realmente se confirmar, merece muita reflexão.

O desempenho do time na Copa foi abaixo do esperado. Faltou, principalmente, a força dos 14 titulares, algo que Bernardinho sempre pregou e viu dar resultado em dez anos de comando deste time. Substituições em várias partidas não surtiram efeito e a escalação dos reservas no duelo contra a frágil China quase virou tragédia, com sofrida vitória no tie-break. E estamos falando de antigos titulares da Seleção, como Rodrigão, Gustavo e o próprio Bruninho. Apenas contra a Polônia, na última madrugada, o banco de reservas mostrou-se eficiente e foi responsável pela virada, com a participação decisiva de Bruninho e do ponta Dante, que voltou a jogar após sofrer uma lesão abdominal no início da Copa. Uma derrota deixaria a classificação para Londres por um fio.

Além da instabilidade dentro de quadra, o time mostrou destempero fora dela. Na vitória sobre a Argentina, Escadinha tomou as dores de Murilo, cobrado por Bernardinho em uma parada técnica. O líbero peitou o comandante, o xingou e mostrou que o clima não é dos melhores no elenco. Panos quentes foram colocados no assunto logo depois, mas a atitude flagrada pela câmeras da TV japonesa comprovou que não é apenas técnico o problema atual da Seleção.

A notícia boa desta Copa foi a recuperação de Leandro Vissotto. O oposto de 2,12m, que chegou a ficar fora de várias convocações este ano, voltou a jogar bem e firmou-se novamente como titular. Sem ele, a colocação brasileira na classificação final poderia ser bem pior.

Até Londres, Bernardinho terá de restabelecer a harmonia de um grupo vitorioso e encontrar uma fórmula para que o time de 14 titulares não fique apenas no discurso.



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