Coluna: Tocar ou não tocar na rede? Eis a questão!



Coluna Saque publicada neste domingo, 21 de junho, no LANCE!

O vôlei deve ser o esporte que mais alterou regras nas últimas décadas, quase sempre na tentativa de melhorar o espetáculo para a televisão. Mexeu na pontuação para diminuir a duração das partidas, criou o líbero para fazer com que a bola permanecesse mais tempo no ar, vem testando o desafio eletrônico para corrigir erros dos árbitros…  Uma das últimas mudanças, porém, tem dividido opiniões entre atletas, técnicos e torcedores: o toque na rede.

A Federação Internacional resolveu voltar atrás numa modificação da regra. Assim, qualquer toque dos atletas na rede passou a ser considerado falta e ponto para o adversário, como acontecia anos atrás. Nas últimas temporadas, era permitido toques na parte inferior da rede. Tal decisão tem feito com que as partidas sejam paralisadas com maior frequência, com erros e mais erros, muitas vezes impedindo que rallies prossigam. Técnicos dizem que é uma questão de tempo para a readaptação dos jogadores.

– Nos treinamentos estamos muito no pé das jogadoras sobre isso. Até pela questão de o cabelo poder tocar na rede e ser ponto do adversário. Particularmente eu sempre gostei desta regra. Para mim nunca deveria ter sido mudada. Não se mexe nisso, como foi aquela outra invenção dos 21 pontos. Um tiro no pé – analisou José Roberto Guimarães, técnico da Seleção.

Além do aumento destas marcações, o técnico pode pedir o desafio eletrônico em algumas competições, como a Liga Mundial, para tirar dúvidas sobre marcações da arbitragem. Basta um atacante isolar a bola e lá vamos nós perder um bom tempo para que a revisão do lance mostre se a rede balançou. Se nada for marcado, com o ponto perdido mesmo, serve para dar uma paradinha no jogo, uma malandragem que a regra passou a permitir.

É esperar e ver se a mudança vai ser absorvida, sem diminuir o tempo de bola em jogo.



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