Coluna: Temos de falar sobre Douglas Souza



Eleito para o time ideal do último Campeonato Mundial masculino, na campanha do vice-campeonato da Seleção. Escolhido o destaque da modalidade no país em 2018 no Prêmio Brasil Olímpico, por votação de um júri especializado formado por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte.

A temporada de Douglas Souza termina de forma extremamente positiva. Aos 23 anos, o ponta parece ter dado o definitivo passo na difícil transição entre o status de revelação com potencial para explodir para chegar ao patamar de protagonista.

Douglas tem bastante a comemorar, já que 2018 começou para ele com instabilidade no Sesi, o antigo clube, e dificuldade para encontrar espaço na Seleção em processo de renovação de Renan Dal Zotto. Até o lugar entre os convocados para o Mundial foi colocado em xeque após performance irregular na Liga das Nações. A ausência da dupla Maurício Borges e Lucarelli ajudou Douglas Souza. E daí em diante o jogo mudou por completo.

O campeão olímpico em 2016 assumiu uma responsabilidade maior no sistema ofensivo da Seleção, melhorou as estatísticas de passe e se transformou em peça-chave do Brasil no Mundial.

Tanto a escolha para o “Dream Team” da competição quanto a premiação do COB são justas. E fazem com que o sarrafo para Douglas Souza também seja colocado em um nível mais alto a partir de agora. Certamente a cobrança será maior, talvez proporcional à importância que terá na Seleção.

E ele, aos 23, está pronto? Aparentemente sim. Douglas deixou o Sesi após vários anos em busca de um desafio no EMS/Taubaté, que conta com Lucarelli e o argentino Facundo Conte como “concorrentes” ao lugar no time. Um estímulo para buscar espaço e crescimento. Fora das quadras, ele deu uma recente entrevista à Folha de S. Paulo, falando sem medo da orientação sexual e do preconceito com os gays no vôlei e na sociedade. Parece cada vez mais seguro como atleta e cidadão.

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