Coluna: Superliga desbrava fronteiras



Coluna Saque publicada no domingo, dia 13 de novembro, no LANCE!.

O vôlei brasileiro decidiu desbravar fronteiras na temporada 2016/2017. Depois de organizar a Supercopa masculina entre o mineiro Sada/Cruzeiro e paulista Brasil Kirin em Fortaleza, no Ceará, a CBV tem incentivado os participantes da Superliga a organizarem jogos fora do eixo Sul-Sudeste-Centro Oeste, regiões dos 24 participantes da elite do vôlei nacional.

Na sexta-feira, São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP) e Dentil/Praia Clube (MG), o atual vice-campeão da Superliga feminina, jogaram em Manaus, na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, para quase cinco mil pessoas. No próximo mês, o clássico paulista pelo torneio masculino entre Brasil Kirin e Sesi, com cinco campeões olímpicos (Bruninho, Lucão, Serginho Escadinha, Douglas Souza e Maurício Souza), deverá acontecer na vizinha Belém, capital paraense, no reformado Ginásio do Mangueirinho, com capacidade semelhante ao ginásio amazonense, com ar condicionado e status de um dos melhores do país. O Juiz de Fora também já procurou a entidade demonstrando desejo de levar alguns jogos do time para outros centros.

– Temos de levar o vôlei para outras praças, lugares onde as pessoas não estão perto dos ídolos diariamente. Isso abre mercado. Além disso, os patrocinadores têm oportunidades de ações de ativação. Banco do Brasil, Gol e Sky, alguns dos patrocinadores da Superliga, por exemplo, podem fazer ações de relacionamento com funcionários e clientes nos jogos – diz Ricardo Trade, o Baka, diretor executivo da CBV.

Nos últimos anos, vários ginásios de capitais do Norte e Nordeste foram reformados ou construídos, quase sempre com dinheiro público. E agora as cidades ou estados responsáveis pela gestão dos mesmos estão em busca de grandes eventos para evitar o rótulo de “elefantes brancos”. Para o vôlei, em alta após a Rio-2016 e com quase todo(a)s selecionáveis atuando por aqui, são portas interessantes que se abrem. E neste caso vale para os clubes e também para as Seleções, que poderão atuar país afora a partir de 2017.



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