Coluna: Sinal de alerta com as chuvas no Brasil



Caro leitor, não me chame de Maju após ler apenas o título desta coluna. O espaço continua sendo dedicado ao vôlei, não mudou para a meteorologia. Mas é bom ficarmos atentos às previsões climáticas para acompanhar os jogos da Superliga durante o período de chuvas no país. E por uma questão delicada e relativamente difícil de ser resolvida com rapidez.

Em duas semanas, duas partidas foram canceladas por conta de goteiras em ginásios: pela competição masculina, Vôlei UM Itapetininga x EMS/Taubaté; pela feminina, Hinode/Barueri x Osasco/Audax.

Ambas tinham transmissão, a primeira pela internet, a segunda pelo SporTV. Muito ruim para a imagem da principal competição nacional, para a modalidade, para os patrocinadores, para os atletas, para os torcedores que estavam presentes nos ginásios ou em frente à tela da TV e do computador… As críticas do narrador Sérgio Maurício, durante a espera pelo retorno ou não do duelo Barueri e Osasco, são um exemplo claro do estrago feito pelas “chuvas”. Foi quase um desabafo que muitos devem ter feito em casa também.

São Pedro não é o único culpado. Existe uma parcela de colaboração do poder público, responsável por parte das instalações esportivas utilizadas pelos times de vôlei do Brasil. Existem exceções, é verdade, como Minas e Pinheiros, clubes sociais com poder de investimento e manutenção. Os próprios times/associações deveriam, no planejamento para a temporada, incluir uma verba para resolver com cobertura, iluminação, sanitários, espaço para o público… Mesmo que custasse um reforço a menos no elenco. A CBV também precisa rever a questão da fiscalização dos ginásios antes da Superliga, além de criar mecanismos no regulamento para punição em casos de não cumprimento das regras, como perda de mando de quadra ou até de pontuação. Punições esportivas costumam ser mais eficazes do que multas.

Jogo será retomado nesta terça após paralisação (Morais/Divulgação)

Contudo, e como sempre, é preciso ser justo. Existem chuvas e chuvas. No caso do jogo feminino de sexta-feira, ela realmente foi torrencial. Vide os estragos em São Paulo e toda a Região Metropolitana. Os dirigentes de Barueri ainda explicaram que na manhã da partida uma obra para instalação de manta asfáltica foi realizada no teto do Ginásio José Correa.

O alerta está feito. O vôlei brasileiro não pode depender da boa vontade de São Pedro.

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