Coluna: Significados da volta de Sheilla e Fabiana



A sexta-feira, 28 de junho de 2019, fez o vôlei brasileiro reviver alguns dos seus momentos mais gloriosos. As bicampeãs olímpicas Sheilla e Fabiana voltarão a vestir a camisa da Seleção após quase três anos de ausência.

Duas jogadoras icônicas, peças-chave nas principais conquistas da geração mais vencedora da modalidade em todos os tempos no país, merecedoras de elogios e homenagens hoje e sempre.

História vencedora à parte, uma pergunta será respondida apenas com o passar do tempo: o quanto essa dupla ainda poderá ajudar, em quadra, a Seleção atualmente?

Fabiana, 34, manteve-se em atividade depois da traumática derrota para a China, nas quartas de final da Rio-2016. Foi campeã da Superliga de forma inédita com o Dentil/Praia Clube, foi presença constante em decisões de competições nacionais e internacionais de clubes e não deixou de ser uma referência da posição. Viu, à distância, a Seleção enfrentar dificuldades desde a última Olimpíada e sempre esteve em contato com a comissão técnica, discutindo voltar ou não. Preferiu não vestir mais a Amarelinha para realizar projetos pessoais, como o casamento.

Sheilla, que completará 36 anos nesta segunda-feira, não entrou mais em quadra desde revés no Maracanãzinho. Deu uma longa pausa na carreira para realizar o sonho de ser mãe, mas sempre disse que não estava aposentada. Foi contratada pelo Itambé/Minas para a temporada 2019/2020 e voltou a treinar profissionalmente no mês passado. E, diferentemente da convocada Fabiana, a oposto foi “apenas” convidada para treinar com o elenco. Terá de comprovar nos treinos potencial para ser convocada.

Com elas, já é certo que José Roberto Guimarães terá algo buscado no dia a dia de treinos, concentração, viagens: liderança. Há tempos ele vinha sentindo falta de atletas que sirvam como referência para as mais jovens. E isso ficou mais latente após vários pedidos de dispensa no início de uma temporada pré-olímpica. E neste aspecto a presença de Fabiana e Sheilla é essencial.

COLUNA PUBLICADA NO LANCE, NESTE DIA 30 DE JUNHO

 

 



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