Coluna: Sem espaço para zebras na Rio-2016



Excepcionalmente nesta semana a coluna Saque foi publicada nesta segunda-feira no LANCE!. Segue para vocês lerem e comentarem:

Brasil, Estados Unidos, Rússia, China e Sérvia.

Minha bola de cristal não me diz qual será a ordem de classificação, mas tenho boas chances de acertar que esses cinco países irão disputar os três lugares no pódio no torneio olímpico feminino de vôlei da Rio-2016.

Americanas e russas se juntaram ao então trio de classificadas para os Jogos neste fim de semana, vencendo os respectivos Pré-Olímpicos continentais. O time de Karch Kiraly, na minha visão o melhor do planeta atualmente, cumpriu seu dever ao bater os fregueses de sempre República Dominicana, Porto Rico e Canadá. O treinador tem um leque de opções tão vasto que poderia montar duas boas seleções para brigar pelo ouro no Rio. Deste valioso e abundante material humano de qualidade sai a parcela um pouco maior de favoritismo em comparação com as demais potências.

Já as russas, como esperado, tiveram mais trabalho no equilibrado torneio europeu, deixando para trás Holanda, Itália e Turquia (as duas primeiras ainda poderão se garantir no Rio via Pré-Olímpico mundial). O time, mesmo com a veterana Sokolova de volta como opção no banco de reservas, ainda tem sérios problemas na linha de passe, fazendo o jogo ficar muito dependente da força dos ataques de Goncharova e Kosheleva. Um roteiro que o mundo todo conhecer se cor e salteado, mas sempre tem dificuldades para neutralizar.

Daqui para frente as demais seleções que se classificarem para a Rio-2016 (são mais seis vagas, já que a Argentina se garantiu na América do Sul) ganharão status de coadjuvantes, pois sabem que a prateleira de cima, com as favoritas de verdade de ouro, já está muito bem preenchida.

E não vai escrever nada sobre o Brasil, atual bicampeão olímpico? Pelo atual cenário mundial, conquistar o tri será o maior desafio desta vitoriosa geração. José Roberto Guimarães, que buscará o tetra, sabe muito bem que o momento é de mais preocupação do que otimismo. Mas já conhecer o caminho das pedras, ou melhor, dos louros, poderá fazer a diferença no Maracanãzinho, em agosto.

PS: Na semana que vem o assunto desta coluna será o torneio olímpico masculino. A Rússia, quem diria, provou que existe vida sem Muserskiy. Azar de França, Polônia, Sérvia…



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