Coluna: Seis países, um time. É Mundial realmente



Um brasileiro, dois italianos, um alemão, um tcheco, um polonês e um holandês.

Essa não é a divisão por país dos participantes do Campeonato Mundial de Clubes, que começou ontem, em Doha. Mas sim as nacionalidades dos titulares do Al-Arabi, time que presenta os donos da casa no torneio masculino.

Apenas pela primeira rodada fica claro o custo de se fazer uma competição importante em um país que, no quesito vôlei, tem apenas dinheiro do petróleo como “qualidade”.

O Qatar não tem qualquer representatividade no cenário mundial. Ocupa a modestíssima 53 colocação no ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), atrás de potências como Indonésia, Botswana, Congo, Panamá, Barbados… O país virou sede do Mundial simplesmente por ter dinheiro (e muito) e um ginásio moderno.

A falta de identificação do Al-Arabi com o torcedor local ficou clara na estreia. Pelos números divulgados pela FIVB, pouco mais de mil pessoas estavam no Aspire Hall vendo o jogo. Pelas imagens da TV, parecia ter bem menos.

Em tempo, o time do Qatar, que não tem nada do Qatar, venceu o Al-Ahly, do Egito, com muito sofrimento, no tie-break, graças aos 28 pontos de ataque do alemão Pampel, os seis de bloqueio do polonês Kadziewicz, ao bom passe do desconhecido líbero brasileiro Renan Ribeiro, do entrosamento dos italianos Saraceni e Saitta, além dos 25 pontos somados do tcheco Popelka
e do holandês Vlam.

Ah, sobre os times brasileiros falarei mais no blog durante a semana. O Sesi, com sua força máxima e cinco selecionáveis, é um dos favoritos ao título no masculino. Brigará com Trentino (ITA), Zenit Kazan (RUS) e Jastrzebski Wegiel (POL).

Já o Sollys/Nestlé, desfalcado das jogadoras da Seleção, está um pouco abaixo das europeias do Rabita Baku (AZE) e Istambul (TUR).



  • Espetacular a estreia do SESI, muito emocionante mesmo, nada como estrear contra os donos da casa com um vitória maiúscula como essa. Foi uma partida do tipo BRASIL x RESTO DO MUNDO, pq como o vc mesmo disse Daniel,o time do SESI só tem brasileiros, enquanto o Al-Arabi é uma LEGIÃO ESTRANGEIRA com jogadores de 6 países diferentes além do QATAR:Brasil,Itália,Alemanha,Rep.Checa,Holanda e Polônia. Muito bom ver o SESI jogando como campeão, WALACE mostrou toda a sua categoria, como sempre variou bem o ataque e pontuou em todos os fundamentos. Taticamente o SESI dominou toda a partida, com um sistema defensivo impecável, comandado pelo FORA-DE-SÉRIE SERGINHO, o melhor líbero mo mundo inquestionável. Pelo que tenho visto, os times da ITÁLIA, POLÔNIA e RÚSSIA são adversários perigosíssimos, mas o SESI tem tudo para ser campeão, pois além de manter a base que foi campeã da superliga conta com reforços importantes como LÉO, RODRIGÃO e DIOGO.

MaisRecentes

Camponesa/Minas quebra longa invencibilidade em Osasco



Continue Lendo

Placar RedeTV!: Futebol 2 x 0 Vôlei



Continue Lendo

Dentil/Praia Clube e Sesc abrem vantagem



Continue Lendo