Coluna: Roteiro parecido dois anos depois



Coluna Saque publicada neste domingo, 27/11, no LANCE!.

No dia 19 de novembro de 2014, eu estava em Belo Horizonte para participar de um seminário de gestão esportiva, no Teatro Bradesco, dentro da sede principal do Minas Tênis Clube. Coincidentemente, na Arena, a alguns metros dali, Jaqueline era apresentada como estrela da companhia do Camponesa/Minas.

Aproveitei o intervalo entre uma palestra e outra para acompanhar a entrevista da bicampeã olímpica. Jaqueline estava numa cruzada contra o ranking de atletas, reclamando da falta de espaço por ter a pontuação máxima em um mercado limitado internamente para tops com salários mais altos. A ponta também não queria deixar o Brasil, para ficar perto do marido Murilo e do filho Arthur. Passou alguns meses sem emprego até fechar com o Minas. Na entrevista coletiva, ela ressaltava que via no time mineiro uma mescla importante entre experiência (Walewska, Carol Gattaz, Mari Paraíba) e juventude (Naiane, Carla).

Jaque na passagem anterior pelo Minas (divulgação)

Jaque na passagem anterior pelo Minas (divulgação)

Acrescente dois anos a mais para mim, para você e para Jaqueline, atualize parte do elenco do Minas e tenha uma situação bem parecida acontecendo no vôlei nacional.

A jogadora foi anunciada na quinta-feira como reforço do mesmo Camponesa/Minas para a sequência da Superliga 2016/2017, já em andamento. Foram alguns meses “sabáticos” enquanto negociações iniciadas em agosto, mês da Rio-2016, iam e vinham, com indefinição sobre o futuro no esporte e prioridade para permanecer o mais perto possível da família, estabelecida em São Paulo. O mercado, como reflexo da crise no país, segue sem conseguir absorver todas as jogadoras top do ranking. Por fim, Jaqueline também vai reencontrar em BH um grupo mesclado, com jovens agora mais rodadas e consolidadas, como Naiane, Rosamaria e Mara, além da experiência de Carol Gattaz, Léia e Hooker.

No papel, o novo Minas de Jaqueline é melhor do que o anterior. E a expectativa do torcedor após a contratação dela e a de Hooker será bem maior. Ou seja: o resultado final, para ser considerado positivo, precisará ir além da presença entre os quatro primeiros.



  • Michel Pereira

    De fato, o filme está se repetindo. O retorno de Jaque ao Minas novamente cria expectativas e vislumbra-se um salto de qualidade da equipe, principalmente considerando o histórico de sua passagem anterior pela equipe. Com a contratação de Hooker, aumenta-se ainda mais a expectativa. De toda forma, há uma série de variáveis que precisarão ser trabalhadas para que o time engrene: entrosamento, disciplina, comprometimento, vaidades… Se o Paulo Coco e a sua comissão técnica conseguirem administrar tudo isso, certamente contarão com um timaço; o trabalho já precisa ser feito antes mesmo do ingresso das 2 em quadra: pensar primeiro no turno e returno, tentando inclusive melhorar na tabela, já pensando em cruzamentos nos playoffs e semis; quiçá final. De toda forma, estou satisfeito porque desde a última passagem da Jaque e agora com seu retorno+Hooker+bom elenco já atuando, o Minas demonstra que pretende no mínimo tentar retornar aos bons louros dos meados dos anos 90/00.

  • Willian Garcia

    O ranking não serve para nada, olha só o Rj venceu as ultimas 5 super ligas. Minas com Jaque e Hooker, passa a ser grande e vai brigar, isto se elas tiverem bem fisicamente e focadas.

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