Coluna: Que momento para Leal ser da Seleção!



Não existe um cenário melhor para a chegada de Leal à Seleção Brasileira do que o desenhado nos últimos dias.

O ponta foi protagonista nas duas conquistas do Civitanova no período de uma semana: a Champions League e o Campeonato Italiano. Enfrentou dois dos melhores times do planeta (Zenit Kazan e Perugia), voltou a mostrar um voleibol de alto nível, após certa instabilidade no início da trajetória, e saiu com o moral elevado ao fim da temporada de estreia no clube italiano.

Para o primeiro estrangeiro a defender a Seleção Brasileira na história, tais credenciais são essenciais. Primeiramente para o próprio Leal ter a certeza de que foi convocado por mérito e pelo momento. E também para quem irá recebê-lo agora como companheiro, não mais como adversário.

Leal ao lado de Bruninho no pódio da Champions League (Divulgação)

Foi um longo trâmite iniciado quatro anos atrás, quando Leal defendia o Sada/Cruzeiro, com o processo de naturalização e depois a quarentena obrigatória imposta pela Federação Internacional para qualquer atleta com histórico pela seleção do país-natal. No caso dele, a cubana. Durante todo esse processo, a discussão sobre a presença dele com a Amarelinha existiu com força nos bastidores. No início ele estava longe de ser unanimidade. Aos poucos, as resistências foram caindo. Nos últimos meses, o fato de o levantador Bruninho, capitão da Seleção, ser companheiro de Leal no Civitanova foi importante para aceleração deste processo.

No dia 27, Leal se juntará ao elenco da Seleção, na cidade de Katowice, na Polônia, local da primeira etapa da Liga das Nações. E tem tudo para se sentir em casa.



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