Coluna: Quanta diferença na Seleção um ano depois



Minha coluna deste domingo, 13/11, no LANCE!, sobre o momento da Seleção feminina.

Em novembro de 2010, no mesmo Japão, a Seleção Brasileira feminina venceu a Itália por 3 a 0, com um impiedoso placar de 25 a 7 no terceiro set, pelo Campeonato Mundial. Em quadra, como titulares, Fabíola, Sheilla, Fabiana, Thaisa e Fabi, numa das atuações mais perfeitas de um time contra um rival de nível parecido que já vi. Neste sábado, as cinco jogadoras também foram titulares e o Brasil, que segue irreconhecível na Copa do Mundo, perdeu para a Azzurra (com quatro remanescentes daquela surra no time titular) por 3 a 0, sendo dominado do início ao fim do confronto e colocando em risco a conquista da vaga olímpica nesta competição.

Impressiona como basicamente o mesmo time do ano passado não consegue mais jogar bem. Em 2010, o restante do time-base era formado por Natália e Jaqueline, que, lesionadas, estão fora da Copa. Atualmente, Paula Pequeno e Mari são as titulares. Era para ter tamanha diferença? Definitivamente, não.

Já escrevi neste espaço no Diário, na semana passada, e desde o início da competição neste blog sobre a gritante irregularidade brasileira. O time não falha em um fundamento hoje, outro amanhã e um terceiro depois de amanhã. Consegue ser irregular em quase todos e ao mesmo tempo. O semblante das jogadoras também continua carregado e não transmite para quem vê, mesmo que de longe, confiança.

José Roberto Guimarães e sua comissão técnica precisarão refletir muito, na volta ao país, sobre os problemas (técnicos, táticos e emocionais) mostrados nesta campanha, a pior que já vi esta vitoriosa e talentosa geração fazer. Escrevi antes e repito: não acredito que este grupo tenha desaprendido a jogar. Mas, hoje, ele não joga como TIME. Precisa admitir seus erros e ser um GRUPO, deixando para trás vaidades e conflitos do passado.

Apenas assim vai poder sonhar com o bicampeonato olímpico.



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