Coluna: O título do Pinheiros é ótima notícia



Como prometido, a Coluna Saque publicada hoje, no LANCE!, tem o título do Pinheiros na Copa Brasil como tema.

Títulos costumam marcar momentos inesquecíveis de atletas e técnicos em quadra. A Copa Brasil feminina terminada na noite de sábado, porém, tem um significado mais do que especial para um clube e sua forma de ver e pensar o esporte.

O Pinheiros, novo detentor do caneco, é um dos raros exemplos de cultura esportiva de primeira mundo em um país de terceiro que sonha em ser um potência olímpica já em 2016. Ele não está presente no vôlei apenas para ser campeão, o pensamento de 8 entre 10 patrocinadores que entram e saem do esporte ano após ano. Está presente uma Superliga atrás da outra por acreditar que a participação, mesmo com um time mediano, ajuda a formar e desenvolver atletas, além de criar cidadãos. Política financiada por sócios, patrocinadores e dinheiro incentivado do Governo Federal para categorias de base. Sendo justo, formato que é compartilhado no Brasil pelo Minas Tênis Clube, em BH, outro centro de excelência do esporte nacional.

Quantas vezes, nos últimos anos, a dupla apenas fez figuração nas principais competições de vôlei do país? Muitas. Logicamente tal cenário deixa decepcionado aquele torcedor mais fanático, acostumado em ver Rexona-Ades e Molico/Osasco monopolizando as atenções e os títulos na última década. Ele, porém, valoriza ainda mais quando o resultado aparece. E, para o Pinheiros, a alegria maior aconteceu após eliminar Dentil/Praia Clube, Rexona-Ades e Sesi e faturar a Copa Brasil. Trio com mais recursos, mais jogadoras selecionáveis e, em tese, mais capacitado do que o Pinheiros.

Um marco que apenas fortalece todas as premissas do esporte já citadas acima. Marco também para o surgimento de novos nomes, como Wagão, ex-jogador com passagem pela Seleção, que vai ser firmando como grande nome da nova geração de técnicos. Um sujeito que raramente levanta a voz para dar uma bronca em suas atletas, na maioria, jovens. Não à toa já comanda Seleções de base. Que sirva também para impulsionar a carreira de algumas jogadoras, como a levantadora Macris, a oposto Rosamaria, a ponta Ellen e a líbero Léia, única do quarteto com presença no grupo da Seleção principal neste ciclo olímpico.



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