Coluna: O recado da Copa para o Brasil



China e Sérvia conquistaram na madrugada de domingo, no Japão, duas vagas no torneio feminino de vôlei da Rio-2016, se juntando ao Brasil, já garantido como país-sede. Impossível não chamar de surpreendente o desfecho final da Copa do Mundo, que tinha Estados Unidos e Rússia também na briga pelos lugares na próxima Olímpiada.

O resultado antecipa, a 10 meses e meio dos Jogos, que a tarefa brasileira de conquistar o tricampeonato olímpico de forma consecutiva será das mais árduas.

As chinesas, campeãs da Copa, viram a confirmação de um fenômeno que já vinha tirando o sono de adversários nas últimas grandes competições. Ting Zhu, ponta de 21 anos, 1,95m e melhor jogadora do Mundial juvenil de 2013, já se coloca entre as principais atacantes adultas da planeta. No torneio japonês, foi a atacante com melhor aproveitamento e de quebra ganhou o troféu de MVP. Com ela a China volta a ser protagonista no cenário internacional, após sofrer bastante no processo de renovação pós-Pequim-2008.

Já as sérvias possuem na força do conjunto titular o maior trunfo. Ognjenovic é a levantadora, líder e capitã. Boskovic, jovem oposto de apenas 18 anos, foi a terceira maior pontuadora da Copa e tem jogo de sobra para se firmar entre as grandes da posição. Rasic e Stepanovic formam uma dupla respeitável de centrais. Mihajlovic, ponta que já atuou no Brasil, é outro pilar do time. E com talento, altura e muita potência a Sérvia promete dar trabalho.

Americanas e russas certamente estarão na briga por medalhas na Rio- 2016. O time de Karch Kiraly é o atual campeão do mundo, do Grand Prix e do Pan. Coloco-o ainda como melhor elenco do planeta, apesar do terceiro lugar na Copa. Já a Rússia tem Goncharova e Kosheleva, duas das melhores atacantes da atualidade, e nunca pode ser descartada.

Ainda coloco na lista de “pedras no sapato” para 2016 as seleções da Turquia e da Itália. E assim aposto no melhor torneio olímpico feminino de vôlei dos últimos tempos.



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