Coluna: O racismo está aí. E segue sem punição severa



Coluna Saque publicada neste domingo, 1 de fevereiro de 2015. Mas pode virar texto default e sair anualmente, mudando apenas os personagens:

O assunto desta coluna é, mais uma vez, o racismo. Essa praga que cada vez mais aparece em arenas esportivas mundo afora. Essa praga que não aceita diferenças entre as pessoas. Essa praga que acha que B é melhor do que C pela cor da pele, opção religiosa ou orientação sexual. Essa praga que parece ter gostado de frequentar a Superliga.

Esse parágrafo tão atual no cenário do vôlei brasileiro foi escrito no dia 10 de março de 2012, publicado neste mesmo L!. Saiu diretamente do meu arquivo para comprovar uma preocupação que eu tinha. O caso Fabiana, dias atrás, em Belo Horizonte, durante derrota do Sesi para o Camponesa/Minas, infelizmente  confirma, em 2015,  minhas suspeitas, como poderão ler no parágrafo abaixo:

“Se não houver qualquer punição, o sentimento de impunidade, algo já característico e reprovável da sociedade brasileira, fará com que novos casos aconteçam. Tenho certeza. E ajudar a combater essa praga cabe aos clubes, às autoridades policiais e também à CBV. A entidade pode e deve punir os clubes, caso eles não colaborem na tentativa de identificação dos criminosos. Não importa se foi um grupo de torcedores ou apenas um infeliz. Que
se crie uma escala de punições. Multa, perda de mando de jogo, perda de pontos e até suspensão do campeonato”.

Casos Michael, Ramirez, Wallace e Fabiana. Todos durante a Superliga nas últimas temporadas. E quantos foram punidos? Que medidas para reprimir tais atos foram tomadas a partir do 1, do 2 ou do 3 casos? Haverá alguma medida após o quarto péssimo exemplo? Ou vamos aceitar a tese de que o problema é cultural e o esporte não pode fazer nada para ajudar?

A resposta oficial:

– A CBV repudia o ato de racismo, presta total solidariedade a Fabiana e declara que espera não presenciar mais esse tipo de situação.

Isso é muito pouco, CBV!



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